Eu não sabia onde havia de por isto. Mas fizerem-me um comentario estranhissimo...
O pai de uma amiga minha, teve um carocha e quando descobriu que eu tinha um veio falar comigo.
O que ele me veio dizer foi para meter um saco de areia na parte da frente do carro para aumentar a estabilidade. Porque como o motor é atrás há uma diferença de pesos e não sei o quê, não sei que mais.
A principio pensei que ele estava a entrar comigo... mas o senhor estava tão convicto que não quis alongar mais a conversa.
Nunca ouvi falar de tal coisa, nem nunca li nada semelhante aqui no forum ou em qualquer outro sitio. Isto tem algum fundo de verdade ou é mito urbano?
a distribuição de peso é diferente sim, a traseira mais pesada do que nos outros carros e frente mais leve, mas acho que não precisa colocar um saco de areia para resolver isso... nunca vi alguém fazer isso, alias até vi, mas em picapes que tem tração na traseira e a traseira é muito leve...
Lol, por acaso quando comprei o meu cabrio reparei que ele tinha uns 5 garrafões cheios de agua à frente escusado será dizer-vos que os tirei logo... aproveitei pra dar agua as plantas do condominio
Mas sim, já tinha ouvido falar nos sacos de areia à frente. Também me chegaram a dizer o mesmo.
Essas conversa do peso na mala é uma treta. Se tiveres todas as peças das suspençoes em bom estado, com as afinaçoes certas, esta sensação de flutuar não existe, mas como qualquer carro antigo requier algum cuidado. Algo de verdade, e que eu não posso desmentir: os vw tipo 1 são muito sensiveis ao vento lateral. O reste é lenda
Não tem nada a ver, mas no seguimento disto, hj fui informado de q o pó de talco é prejudicial aos bebés! Como é q todos nós sobrevivemos até agora!??!
Como é q aínda n tive nenhum acidente com o meu surfista!?!? Nem o subssalente lá está na frente...
Pois. aquilo bem que me soou mais a mito que a outra coisa.
Acho que os meus 62kg e o deposito chegam de lastro na boa. ahahahah
é verdade que também ainda não fiz muitos kms com o carocha. Mas a viagem de lisboa deu para vir testando muita coisa, especialmente tendo em conta a variedade de condições climatericas. Apanhei vento lateral fortissimo na vasco da gama e nao senti nada de mais. Mas acho que naquele carro o vento nota-se mais por o para-brisas ser plano e não mais aerodinamico como o dos carros recentes. Mas é mesmo só o barulho.
E com a chuvada que apanhei ao pé de setubal, se fosse com o punto, não sei se não teria ficado virada ao contrario na estrada. Que a água era tanta que julguei estar a conduzir um anfibio.
Só ouço dizer que tenho que ter cuidado que o carro é muito instável. Mas francamente não é essa a opinião que tenho de o conduzir. ou então o meu punto é que é uma granda treta... que não trava e se apanhar piso molhado só pára quando encostar ao da frente...
É mais um mito realmente, que pode criar vida se a suspensão estiver marada... O meu 1302 quando o comprei parecia uma lancha ao arrancar!
Nos Buggys é que já não é tanto mito assim, devido ao peso da carroçaria e à distância entre eixos alterada...
Já vi muito peso soldado ao eixo da frente em alguns... Mas a malta dos Buggys oderá confirmar isso melhor...
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século" ""Patina" my ass, that's rust!"
De facto em piso molhado, a condução passa a ter um aspecto mais artistico, devido ao efeito "saco nas costas" do motor instalado apos os eixos de tras. Ja apanhei rotundos a fazer pioes de modo involontario, e a dar a volta ao completo, mas o efeito saco nas costas é igualmente muito bom para apanhar balanço em rotundas secas, curvas. O que choca muita vez é que o VW ar tem um condução mais viva, é quando passe-se as 1er vez de um vw ar a um veiculo moderno ou um pouco velho (digamos 80's) compensado, com reacççoes abafadas, e passar por exemplo de um clio a um carocha ou outro tipo 1 pede para perder habitos e ganhar outras noçoes de dinamica, e que por isto "sente-se" quando o carro esta a fazer ameaças de "fugir do rabo", ou se tem a sensação que vai levantar.
Pode-se chamar "mito" mas era muito usual encontrarmos sacos ou garrafões nas malas dos carochas .Não podemos esquecer que as estradas de agora são completamente diferentes das dos anos 70 e 80 . Por exemplo na estrada do Castelo do Queijo até à Ribeira no Porto de inverno a chover não era nada fácil conduzir-se no paralelo molhado e com os trilhos do eléctrico à nossa frente ( no tempo de verão também cheguei a ver bastantes acrobacias ). No presente e falando dos plásticos conheço quem use barras nas malas das carrinhas Seat Ibiza gt tdi e nas de 140 cv e posso confirmar que resulta .
No meu primeiro carocha tinha um bloco de aço junto a roda suplente mas saltou logo fora nem dei oportunidade de testar se resulta ou não, mas com a frente rebaixada posso garantir que a frente está colada ao chão.
Se assim fosse os F1 os Ferrari os Porsche também andavam com um saco de areia na frente.
O carro quanto mais leve melhor. Trava melhor, acelera melhor e não sofre tanta força centrípeta ao curvar. Por isso é que fico quando vejo as pessoas a colocar acessórios e mais acessórios. O carocha é espartano por isso mesmo.
Essa ideia da frente levantar em deriva, acontece, mas só em casos pontuais...
Nos 1302S, a partir dos 130km/h, o que levava à solução de cortar as molas dianteiras para rebaixar 2cm, e usar amortecedores mais duros e curtos, evitando tanta passagem de ar sob o chassis.
Notava-se também a guiar o 412LS a partir dos 140-145 até aos 170 km/h, em que a frente começava a "bailar", e o volante pouco dominava as rodas da frente.
É uma sensação semelhante a guiar um citreon saxo depressa, e quando se chega à curva o volante, com direcção demasiadamente assistida, parece que não comanda as rodas, fica a direcção muito leve, quase solta. Dá nervos...
O uso do tanque de gasolina cheio, mete mais 35 quilos sobre o eixo dianteiro, e modifica o comportamento.
Andar com o carro pesado, por saca de batatas, garrafas de água, bigorna ou barras de aço ou ouro na mala da frente, só faz perder cavalos e aumenta o consumo desnecessáriamente.
Mas a solução mais óbvia é também a mais simples e económica: andar mais devagar...
Mas para mim há algo mais perigoso: as guinadas bruscas no volante com piso olhado, são de evitar. Com chuva é preciso mãos de fada" e pensar que o alcatrão é "manteiga escorregadia", é como patinar no gelo. Cuidado também com pisos molhados por água do mar (tipo curvas da marginal de cascais no inverno), pois o piso salgado e resíduos de óleo ou gasóleo fazem escorregar por todo o lado...