Jean Melim, trukas, HUGO bOSS, seventropical, pt2007, Joãozito, type82e, Carlos Baptista, a.s, RENATO LIMA, Phernandes, dionisio alves e todos os outros:
Obrigado!
type82e: "Parabéns, está lindo esse irmão gémeo do meu 1300/72."
E onde anda esse mano gémeo? Tem tópico aqui no fórum?
As "mãos na massa"!
Deste que o 1300 veio da "clínica" tenho andado entretido com diversos pormenores. Arranja daqui, limpa dali. compõe do outro lado, etc.
Hoje foi dia de me deslocar até à Escola de Salvaterra de Magos para aí poder leccionar as três turmas do curso de "Comunicação".
Então, por volta das 8h15m saí para o percurso normal entre Santarém e a referida Escola.
Aí chegado, um pouco antes das 9h00m, estacionei no local do costume (uma rua de sentido único nas proximidades do estabelecimento de ensino). Gosto de estacionar próximo da entrada mas longe o suficiente para não ficar perto da confusão do portão da escola, com autocarros, carros, tractores, gente, muita gente, alunos, etc.
Assim que saio do 1300 sinto um cheiro forte de gasolina vindo da traseira do automóvel. Mas que diabo? Gasolina? A esta hora? Bom... Deve ser impressão minha... Talvez a felicidade de estar comigo, outra vez, o faço babar!
Chegando perto das 9 horas a Salvaterra, não dá para mais nada a não ser para poder beber um café no Bar e ir à Secretaria buscar o livro de ponto, dossier da turma, chave da sala, projector de vídeo e tomada tripla. Não podendo tratar já do assunto… Trato a seguir!
Passaram rapidamente as duas primeiras horas da manhã. O tema de hoje era alegre e isso facilitou o ensino. Ás 11 em ponto voltei para o 1300.
Hummm! Já te passou o cheiro, ou não? Vamos lá ver! Abri a porta do motor, olhei, olhei... e tornei a olhar.
Realmente cheira a gasolina... Muito!
Voltei ao habitáculo, liguei o motor, acelerei... Voltei à traseira do automóvel e... Cá está! A gasolina pinga em ritmo acelerado. De onde... Bem, eu não percebo nada disto mas é do tubo que vai para o carburador.
Voltei à escola e perguntei ao porteiro:
-Qual é a oficina mais próxima?
-Está com sorte - respondeu imediatamente o porteiro – ("Ganda” sorte, pensei eu). Existe aqui uma ao pé da rotunda... Tem que ir por aqui, vira depois ali, blá blá blá..
E fui sim senhor! Fogo à peça… Quer dizer… Não pegues fogo agora 1300! E lá fui.
Rapidamente dei com a oficina. Parei o brilhante VW mesmo à porta. Entrei através de um portão, completamente aberto, para um daqueles edifícios característicos ribatejanos, tipo antiga adega, e lá estava o que se procurava: Um senhor vestido de fato macaco!
-Bom dia - referi assim que passei a entrada!
O senhor que trabalhava de volta da suspensão de uma Ford Transit “Bico de Pato”, debaixo de um daqueles elevadores modernos nem se deu ao trabalho de responder. Ou se o fez não deu para o ouvir.
Bom. Deve estar concentrado nesta geringonça e não me pode dar atenção. Espero um pouco.
Cruzei os braços e fiz-me interessado, com o olhar, nas lentas tarefas que ele ia desenvolvendo.
Um minuto. Dois. Três. Cinco ou seis, já não sei. Irra… Nada?
Também não estou para isto. O mínimo era dirigir-se a mim para perguntar se podia ser útil. Mas nada. Nem sequer passou cartão e deixou-me plantado no meio da oficina.
Ora aí vou eu!
- OBRIGADO!
Voltei costas, peguei no 1300 e siga! Não andei 300 metros e estava a deparar com outra oficina. Bem pelo menos parecia. Parei. Olhei para dentro do lote através do portão e zás… É isto mesmo. Dois “gajos” de azul debaixo de uma Nissan “pick-up”.
Ora aí vou eu… Outra vez.
- Bom dia! (Gritei para os meios corpos visíveis debaixo da carrinha de caixa aberta).
- Bom dia! (Respondeu um mostrando o esforço natural para espreitar).
- Tenho um pequeno problema ali no meu carro. Está a verter gasolina. Parece-me simples de arranjar. Acho que basta tirar o tubo, cortar a ponta ressequida e tornar a por apertando a braçadeira (desta vez disse logo tudo).
- Ó “migo”! Aqui é uma oficina de electricista! Não mexemos em gasolina e essas coisas. Tá a ver?
Maldita sorte! Então lembrei-me de perguntar:
- E não tem por aí uma chave de fendas, não muito grande e um x-acto? Acho que eu próprio faço o arranjo!
- Sirva-se. À vontade!
BOA. Peguei nas ditas ferramentas. Ajoelhei-me perante o motor, arregacei as mangas, tirei o tubo (fiz mais força do que jeito e logo consegui sujar a camisa de gasolina), cortei o tubo, voltei a colocá-lo, apertei a braçadeira e… Voilá!
Fui por a trabalhar e vim inspeccionar o trabalho! Realmente já não goteava…
ESCORRIA!
Apressadamente voltei a desligar o motor, voltei a ajoelhar-me, desapertei a braçadeira (o mais que pude), empurrei o tubo (também o mais que pude) e voltei a apertar a braçadeira (não o mais que pude mas sim um pouco antes de partir).
Fui ligar o motor. Vim fiscalizar e… Pronto. Agora está perfeito. Pelo menos já chega a casa.
Entreguei as preciosas ferramentas e de mãos totalmente cagadas voltei à escola e ao local onde gosto de estacionar.
O cheiro a gasolina agora era mais consistente… Mas não vinha do motor. Vinha mesmo era de mim, da minha camisa e calças. Pensei: Vai ser lindo com as turmas da parte da tarde. Vou empestar as salas!
Fechei o carro. Fui para as instalações sanitárias da escola e esfreguei as mãos com força e com detergente da loiça (amavelmente cedido na cozinha) as mãos. Não ficaram perfeitas mas…
Moral da história:
Não se esqueçam de por algumas ferramentas no vosso VW a ar. Mesmo que sejam MUITO leigos na matéria, poderão dar jeito.
Eu aprendi a lição. Amanhã ponho as ditas no carro e, pelo sim, pelo não, vou à oficina do Sr. Mário, aqui em Santarém, mandar por uns tubos novos. Pelo sim, pelo não.
