"Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
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Carlos Baptista
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- Miguel Brito
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Estava farto de chuva.
Em andamento rápido, debaixo de água, ela infiltra-se no ventilador e ressoa por cima da minha cabeça, como se fosse a rosnar.
A água que entra pelas frinchas dos safaris desliza pelo tablier, escorrendo sobre as pernas, obrigando a conduzir torto, para não me molhar demais.
A que pinga do tecto obriga a seguir marreco, para evitar molhar o casaco, molha só o banco.
Quando saio do carro já vou todo torto, como se fosse deficiente...
Ao menos a prateleira já tem uns furos feitos para não alagar.
Perguntavam-me se a Gilda não mete água:
- Não, não mete água nenhuma! Pelo menos, no alentejo em Agosto...
O que vale é que os buracos de ferrugem no piso deixam a água sair. Ela entrar, entra, mas também sai...
Quando faz sol, deixo os vidros um pouco abertos: assim evito ficar toda embaciada.
Neste últimos dias de chuva fartei-me: fui até ao Beloura shopping e estacionei ao lado do outro do costume. Deixa estar, que fica bem acompanhada.
Depois telefonei e cravei uma boleia para casa, e lá ficou, a salvo da tempestade. Agora, graças ao bom tempo, já regressou a casa.

Em andamento rápido, debaixo de água, ela infiltra-se no ventilador e ressoa por cima da minha cabeça, como se fosse a rosnar.
A água que entra pelas frinchas dos safaris desliza pelo tablier, escorrendo sobre as pernas, obrigando a conduzir torto, para não me molhar demais.
A que pinga do tecto obriga a seguir marreco, para evitar molhar o casaco, molha só o banco.
Quando saio do carro já vou todo torto, como se fosse deficiente...
Ao menos a prateleira já tem uns furos feitos para não alagar.
Perguntavam-me se a Gilda não mete água:
- Não, não mete água nenhuma! Pelo menos, no alentejo em Agosto...
O que vale é que os buracos de ferrugem no piso deixam a água sair. Ela entrar, entra, mas também sai...
Quando faz sol, deixo os vidros um pouco abertos: assim evito ficar toda embaciada.
Neste últimos dias de chuva fartei-me: fui até ao Beloura shopping e estacionei ao lado do outro do costume. Deixa estar, que fica bem acompanhada.
Depois telefonei e cravei uma boleia para casa, e lá ficou, a salvo da tempestade. Agora, graças ao bom tempo, já regressou a casa.

"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"
- Miguel Brito
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O mau tempo aliviou, antes destas últimas chuvadas e vendaval, e ainda deu para passear um pouco.

O Pedrito adora a Gilda e fomos todos dar uma volta. Depois de voltar, ele insistiu em desenhar a viagem:

A mãe, o pai, o Pedro e a mana (com coroa). Vê-se também a Gilda a fazer parte do passeio, a estrada e o sol.
E notem o pijama dele com um desenho de karmann-ghia...

Com 3 anos, isto é a Gilda para ele: "Tem as rodas, são quatro, e tem a porta para entrar, que abre."

O Pedrito adora a Gilda e fomos todos dar uma volta. Depois de voltar, ele insistiu em desenhar a viagem:

A mãe, o pai, o Pedro e a mana (com coroa). Vê-se também a Gilda a fazer parte do passeio, a estrada e o sol.
E notem o pijama dele com um desenho de karmann-ghia...

Com 3 anos, isto é a Gilda para ele: "Tem as rodas, são quatro, e tem a porta para entrar, que abre."
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"
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- Miguel Brito
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HUGO bOSS
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É isso, Hugoboss: foi cortado e demasiado improvisado. Ao menos não cortou reforços nenhuns, e tem que voltar ao normal.
Esta noite, frente ao CCB:
Ó candeeiro, dás-me lume?
Perguntava Vasco Santana em 1941, no filme Pátio das Cantigas

Cansado, ao fim do dia e da semana de trabalho, o candeeiro parece ser o único guia que nos pode levar até à cama, nesta noite de sexta-feira. Ó Gilda, vai seguindo para casa, que eu vou aqui encostado ao volante a dormir. Quando chegarmos apita…

Na noite de Lisboa em boa companhia. São estes momentos que fazem sobressair a vida com os clássicos no quotidiano. Quem apenas anda ao domingo, perde vivências e poesia.
Do site da RTP:
Num típico pátio lisboeta, um punhado de gente simples vive o seu quotidiano, os seus sonhos, desilusões, paixões, ciúmes e alegrias numa atmosfera quase encantada.
"O Pátio das Cantigas" de 1941, é uma das mais célebres e amadas comédias populistas do cinema português.
Ribeirinho, Lopes Ribeiro e Vasco Santana captaram e registaram com humor e sensibilidade toda a atmosfera lisboeta, bairrista e popular, num filme que conta com gags memoráveis, como o de Vasco Santana regressando a casa bêbado e tentando obter lume de um candeeiro da via pública, que lhe vai servir de "guia" até chegar à cama.
Esta noite, frente ao CCB:
Ó candeeiro, dás-me lume?
Perguntava Vasco Santana em 1941, no filme Pátio das Cantigas

Cansado, ao fim do dia e da semana de trabalho, o candeeiro parece ser o único guia que nos pode levar até à cama, nesta noite de sexta-feira. Ó Gilda, vai seguindo para casa, que eu vou aqui encostado ao volante a dormir. Quando chegarmos apita…

Na noite de Lisboa em boa companhia. São estes momentos que fazem sobressair a vida com os clássicos no quotidiano. Quem apenas anda ao domingo, perde vivências e poesia.
Do site da RTP:
Num típico pátio lisboeta, um punhado de gente simples vive o seu quotidiano, os seus sonhos, desilusões, paixões, ciúmes e alegrias numa atmosfera quase encantada.
"O Pátio das Cantigas" de 1941, é uma das mais célebres e amadas comédias populistas do cinema português.
Ribeirinho, Lopes Ribeiro e Vasco Santana captaram e registaram com humor e sensibilidade toda a atmosfera lisboeta, bairrista e popular, num filme que conta com gags memoráveis, como o de Vasco Santana regressando a casa bêbado e tentando obter lume de um candeeiro da via pública, que lhe vai servir de "guia" até chegar à cama.
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HUGO bOSS
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1959
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excelente carrinha, um dia espero poder gladiar contigo e tentar te ofuscar...
sonhar nao custa pois nao? he eh
se a minha oa ficar numa foto a teu lado e nao estragar a fotografia , ja ficarei feliz, ate la´vou me inspirando em carrinhas como a tua e tentar seguir com o restauro da minha CIUMENTA, ou CINDERELA, ja nem sei como ela se chama.
sonhar nao custa pois nao? he eh
se a minha oa ficar numa foto a teu lado e nao estragar a fotografia , ja ficarei feliz, ate la´vou me inspirando em carrinhas como a tua e tentar seguir com o restauro da minha CIUMENTA, ou CINDERELA, ja nem sei como ela se chama.
Last edited by 1959 on 08 Mar 2009 00:20, edited 1 time in total.

