Quanto valem os carros depois de restaurados?

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Nirvana
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Post by Nirvana »

São pontos de vista, aceito o vosso como espero que aceitem o meu.. porém ainda não foi desta que me convenceram :lol:

Não me refiro a longas paragens como a do KG do Miguel (apesar de justificada pela relíquia que é), mas para mim um clássico é um carro para desfrutar maioritariamente ao fim de semana, férias e tempos livres.
Sou neste meio o que nós chamamos nas motas de "Domingueiro".

O gozo que me proporciona conduzir um clássico é ainda maior devido a esta variação entre o "moderno" e o "antigo". Se não usar os dois, que base de comparação é que tenho?!

Não rejeitem a tecnologia, inovação e modernismo que um dia vos presenteou com carochas, pão-de-formas e afins..os carros podem parar, mas o homem não! (a minha costela de engenharia a falar :lol:)

Quando me conseguirem provar que um VW Ar tem a segurança, conforto, economia e performance do meu plástico 1.9 TDI talvez comece a usar um diariamente..
Ate lá, enquanto me vir forçado a ter grandes deslocações vou continuar assim :wink:

Um abraço!
Ditado VW: Devagar que tenho pressa

vlad
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Post by vlad »

Bem, n concordo com mais ninguém senão com o digníssimo Sr. Brito!!!
O meu carrinho faz todas as voltas que eu tenho a fazer e sempre me acompanhou em todos os meus trajectos...devo acrescentar que houve empregos que me obrigaram a fazer mais de 150 kms por dia....por isso esqueçam lá isso...
Querem velocidade??? Com tanto motor disponível? Embora deva acrescentar um pequeno reminder de país civilizado: Cidade:50; Estrdada Nacional: 90; Auto-Estrada: 120 __
Ring any bell???
Não estou a querer ser moralista porque até quem me vê na rua geralmente vê-me a passar e não há nenhum dia em que a pressa não me obrigue a dar 130/140 no IC 19.
Segurança???Dado que conduzo carochas à 15 anos conheço o carro melhor do que me conheço a mim e por esse motivo já aconteceu mais que uma vez eu ser a interrupção em acidentes em cadeia....( o normal condutor troca de carro uma média de 2 em 2 anos...n o chega a conhecer correctamente...)
Consumo?? Acabem com os mitos, informem-se e metam os carros a gáz se esse é o vosso problema...
Conforto/ segurança?? Bilstein são os amortecedores...acaba o desconforto e metem os Koni na sacola...
N têm kit de unhas??? Não sabem como instalar?? Não sabem o que fazer??? Precisam de conselhos???? ;) ;) ;)
Meus amigos.... Venham à "Vlad's Customs"....é tão fácil !!! ;) ;)

HUGO bOSS
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Post by HUGO bOSS »

O meu 1302 só não é de uso diário, porque é o 2º na fila na garagem :) e o local para estacionar no meu trabalho é muito cativo e sujeito a pancadas de outros e riscos... :cry:

Mas não tenho nenhuma dúvida em levá-lo à Alemanha... a andar pelos seus meios...:roll:

A restauração que fiz obrigou-me a utilizar 90% de componentes novos. Borrachas, travões, rótulas de direcção e suspensão, caixa de direcção, amortecedores... etc.

Se vamos restaurar, é necessário ver todos os detalhes ao mais infinito detalhe... As poucas coisas que avariaram, foram as que não mudei... Jean, a tua frase é a mais certa: Só choramos uma vez...

Agora, como vi hoje na Topos e Clássicos, um 1200 de tecto de abrir, de 1960, com piscas de 1964, retrovisor da Peugeot... 6000 e tal €, assusto-me :evil:
Um abraço do meio do Atlântico

Hugo Pereira



"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século"
""Patina" my ass, that's rust!"

Pedro
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Post by Pedro »

Nirvana wrote:...mas para mim um clássico é um carro para desfrutar maioritariamente ao fim de semana, férias e tempos livres.
Concordo! (na minha opinião claro) :wink:

pedrosplit
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Post by pedrosplit »

hihihi;
isto è q eu gosto, varios tipos de opiniao;
eu concordo com as duas.
provavelmente se o miguel nao tivesse gostado tanto dinheiro com o KG tambem lhe dava o uso igual ao carocha e se o nirvana nao gastar mt dinheiro com a split tambem vai dar mais uso; mesmo que nao seja ir buscar lenha como faz o miguel;
mas uma coisa temos de ver:

eu e o nirvana somos ainda novos dai q ideiq de aue para nos o dinheiro "tem mais valor" que para voces. tudo q seja gasto num carro que nao seja daily car è paa nos um luxo; espero sinceramente ter mt dinheiro para manter carros antigos :) se tiver a maluqueira do miguel provavelmente serei mt feliz

Jean Melim
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Post by Jean Melim »

Realmente eu vejo o Vlad todos os dias ir para o trabalho, ora de kombi ora de carocha... e os carros andam sem problemas de maior.... são os carros dele e como tal andam no dia a dia...

Quanto a termos um carro clássico restaurado para ser daily driver... eu gosto da ideia :)

Adoro ver pessoas como o Miguel Brito a andar nos seus VWS no dia a dia.

Penso que não existem mais pessoas a andar com os carochas no dia a dia porque realmente a gasolina está cara... mas no entanto, estas pessoas que teimam em andar com os carros são pessoas de muito valor ao meu ver...

Reparem neste exemplo:

Eu compro um carocha, restauro o carro todo e só ando com ele aos fins de semana.... quem é que costuma sair aos fins de semana? Os tais Domingueiros... Não acham que as hipóteses de contactos imediatos aumentaram?

E se ao longo de 5 anos de termos um carocha restaurado fizermos 5000km e ao fim desses 5000 (1000 por ano mais ou menos) chegarmos a um desses tais "contactos imediatos" e o carro for para a sucata?

Será que não podiamos ter aproveitado melhor o carro? Ter utilizado para fazer uns quantos quilometros quando realmente precisavamos?

Sei que fugi um bocadito ao tópico, mas ainda na semana passada estive a ver no the samba.... um rapaz que o carro dele do dia a dia é um oval de 54... e eu achei o máximo... claro está que tem travagem de disco nas 4 rodas, pneus mais largos e um interior mais confortável... mas no entanto anda com ele e guarda todas as peças originais para colocar o carro de origem de novo caso seja necessário...

Enfim... cada cabeça a sua sentença
Jean Melim


Devemos sempre comprar peças de qualidade, assim só choramos uma vez!!!

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nezz
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Post by nezz »

bem afirmado Jean

é preferível ver mais um VW na estrada do que um plástico novo. o meu daily para já é um plástico - o Subaru Vivio (658cc) de 98, com 200 000km e manutenção super reduzida. perguntam-me quando o troco e digo: só por um carocha ou quando tiver a bay finalizada (ou quase) e ficam muito espantados a olhar para mim. em Tomar/Ferreira há vários VW com uso diário e é sempre um gosto enorme vê-los
[center]not all those who wander are lost - J.R.R. Tolkien[/center]
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Nirvana
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Post by Nirvana »

pedrosplit wrote:eu e o nirvana somos ainda novos dai q ideiq de aue para nos o dinheiro "tem mais valor" que para voces. tudo q seja gasto num carro que nao seja daily car è paa nos um luxo; espero sinceramente ter mt dinheiro para manter carros antigos :) se tiver a maluqueira do miguel provavelmente serei mt feliz
Disseste uma grande verdade Pedro!
Não fosse o dinheiro, faria as viagens maiores num Aston Martin V8, e teria na garagem da minha casa de estudo uma barndoor samba para fazer uns 30/40 Km's diários.. isso sim era qualidade de vida :lol:

--

Atenção que eu admiro e incentivo esse life style...

Quanto ao campo das "alterações" não me vou pronunciar pois isso para mim transcende a definição de veículo clássico, e geralmente acarreta gastos acrescidos.

Jean Melim, prefiro de longe ter os "contactos imediatos" no meu mal amado carro de plástico do que num clássico, e até sou capaz de sair de lá inteiro!
Espero não ferir susceptibilidades, mas as imagens valem mais que mil palavras:
Carocha: http://www.youtube.com/watch?v=4GGIznwgrIM
Audi A3: http://www.youtube.com/watch?v=kaUN2QKInnk

Uma T3 cuja consistência pode ser equiparada à da splitscreen ou baywindow:
http://www.youtube.com/watch?v=Ukq-UUQAcZs

:evil: :?
Ditado VW: Devagar que tenho pressa


BERMORAIS
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Post by BERMORAIS »

quando o meu filho nasceu(2003), o meu carocha foi daily drived durante dois anos.o unico probkema q tinha , e frizo novamente, o unico problema q tinha era o de ter receio ao estacionar , q viesse um "plastico" e me desse cabo dos cromados.de resto foram dois anos muito bem passados , e tive dias em que ia buscar encomendas ao porto sem o minimo de problema ou dificuldade.baixos consumos e conforto qb.estava sempre consciente q é um carocha e como tal tem as suas limitações(poucas), mas acima de tudo dava-me um gozo bestial.nao imaginam o q é fazer 120km diarios e ser mais rapido e seguro q um "plastico".o q conta efectivamente é o espirito e a vontade!!!!

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Miguel Brito
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Post by Miguel Brito »

Desculpem, mas o post vai ser longo, porque longa é esta minha “batalha” em favor da viabilidade de VW clássicos a ar no nosso quotidiano.
E sim, sou doente, viciado e obsessivo, mas é o meu modo de ser.
E acho que não tenho cura, pois o AlfElísio diz com razão que não podemos pensar que os carochas são uma maravilha e o resto é tudo lixo, mas eu odeio carros modernos, acho que lixam a economia e a vida de todos nós. Quem bate na estrada a cento e muitos km/h não são os carochas, são os modernos. Quem destrói carros e mata na estrada são os tais modernos, os tais muito seguros de air-bags, cintos de segurança e travões de disco.

(Os meus comentários estão misturados com as citações, mas acho que se percebe)

Nirvana:
vlad acredito que seja possível o uso de um clássico como daily driver, mas apenas é compensatório em casos muito específicos (para quem faz uns 50Km diários).
Com 50km o carro nem anda como deve ser. Cada arranjo ou melhoria que faço na oficina leva logo com um teste de 500km numa semana, só para confirmar se ficou tudo bem.

Convém frisar que para uma utilização diária sem grandes cuidados extras, existe na gama VW Ar uma clara vantagem para os modelos mais recentes.
Isso permite um desleixo maior no dia-a-dia, sem ver o óleo durante semanas, mas uma conta maior na revisão: correia de distribuição, correia de alternador, filtro de óleo, filtro de ar em papel, muitos litros de óleo (mais que 2,5L), liquido para o radiador, enfim, modernices.

Como exemplo, só na viagem Celorico -> Covilhã faço 250Km em cerca de 3 horas, com consumos a rondar os 6L/100Km de gasóleo.
Depois há que totalizar os Km's diários e os da viagem de regresso.
Falando por alto, a média fica nuns 650/800 Km semanais.

250km de carocha, com trãnsito e devagar, seria exactamente 5 horas a 50km/h em estradas nacionais, caso não fosse superior, normalmente em torno dos 68km/h de média, onde o tempo de deslocação seria 220m(3h40M), apenas 40 minutos mais devagar que no diesel. Não vejo qual o problema, basta sair mais cedo, e ao fim do dia chegar mais tarde. Perde-se algum tempo encostado à almofada, ou a ver TV, mas não creio que seja grave.
O consumo seria 7,22L/100km. A minha média no carocha, mensal, é de 1802km, o que vem a dar 450km/semana. E não faço fumo diesel, não pago imposto de circulação, tenho seguro reduzido, pago pneus baratos, e tenho estilo e imagem na estrada…

Espero um dia fazer esta viagem numa splitscreen, mas nunca será uma constante, esquecendo o consumo, por dois factores:
- O tempo de viagem seria duplicado.

Não é duplicado, simplesmente é mais lento um pouco, média em Nacional de 45km/h, apontando o ponteiro a 60 onde se aponta o carocha a 80 e o moderno a 90. Só que o moderno, quanto mais acelera em recta… mais tem que travar em curva… o resultado final anda próximo do carocha, e gasta mais pastilhas de travão, gasta discos, e gasta combustível em demasia.
- A fina chapa frontal não me oferece a segurança necessária a uma utilização frequente.
A utilização frequente não pressupõe o estampanço diário, pois não? Então, se não é para bater, que interessa se o carro tem air-bag e metro e meio de motor pendurado à frente na dianteira a fazer peso sobre o eixo da direcção, ou apenas uma “latinha” dita “sem protecção”? Segurança é não acertar em ninguém e evitar ser embatido por outros. Os carros não são feitos para bater. Pelo menos os antigos. Agora os novos… Andar a comprar carros a contar com o “dia das almofadas”, cheio de air-bags a dispararem lá dentro…
Como disse um amigo meu que teve um acidente numa 4L utilizada diariamente: "Tantas vezes o cântaro vai à fonte, até que parte a asa!".
Ai é? E os novos? Não batem também? A diferença é que bater com o novo faz com que o asneirento sobreviva e volte à estrada para aterrorizar outros, enquanto que se batesse com um carro antigo, só errava uma vez… Era um alívio para todos nós.

Como detalhadamente expliquei no meu caso, seria impensável fazer aquelas viagens e quilometragem num clássico, tal não seria saudável nem para o carro, nem para a carteira, e só me traria dores de cabeça.
O carro não se estraga a ser bem usado, simplesmente desgasta material, naturalmente. O custo rondará a média de
O que me traz dores de cabeça é imaginar que divida teria que contrair, ou que outro emprego teria que sobrepor aos que exerço, ou que negócio da China é que teria que inventar, para obter o financiamento para a dispendiosa compra e manutenção do tal veículo muito moderno, que só gasta uma mijinha de gasóleo, mas balúrdios de seguro, de selo de circulação, pneus, e manutenção geral.

São pontos de vista, aceito o vosso como espero que aceitem o meu.. porém ainda não foi desta que me convenceram
Já percebi, mas ando a tentar… :wink:

Não me refiro a longas paragens como a do KG do Miguel (apesar de justificada pela relíquia que é), mas para mim um clássico é um carro para desfrutar maioritariamente ao fim de semana, férias e tempos livres.
Sou neste meio o que nós chamamos nas motas de "Domingueiro".

Portanto, é como ter uma amante para dar uma voltas ao fim de semana, e uma patroa para o quotidiano… Imaginem que eu gosto de chocolates… Só como ao fim de semana?
A vida é só uma, e todos os dias contam.
Não consigo andar por aí “a fingir” durante a semana a fumar gasóleo pela traseira agarrado a um volante pequeno e grosso, meio solto das rodas com direcção assistida, e a abrir os vidros com o dedo do meio espetado em cima de um botãozinho eléctrico de micro-ondas. E depois dizia que não, que o que eu gosto são os carochas, mas guardados em casa…

O gozo que me proporciona conduzir um clássico é ainda maior devido a esta variação entre o "moderno" e o "antigo". Se não usar os dois, que base de comparação é que tenho?!
O que eu gosto, depende da convicção, não da comparação. Bem, eu não tenho que ir… pimba, ali na amiga, para saber se gosto do que tenho…
(Não leves a mal, pois isto sou eu a exagerar… :wink: )

Não rejeitem a tecnologia, inovação e modernismo que um dia vos presenteou com carochas, pão-de-formas e afins..os carros podem parar, mas o homem não!
Os carros modernos até que são bons, para os outros… Quanto mais gente os comprar, menos chateiam e implicam com quem gosta de carros a sério. Divirtam-se a comparar ABS, HDI, o tamanho da última carrinha que é maior que a tua… E deixem-me em paz, com o cheiro da óleo pingado debaixo do carocha, velhinho mas amigo do dono.

Quando me conseguirem provar que um VW Ar tem a segurança, conforto, economia e performance do meu plástico 1.9 TDI talvez comece a usar um diariamente..
Por acaso, o meu carocha já venceu um Audi A3 TDI 1.9. O carro era de um colega meu de Lisboa, que também dava aulas em Coimbra. Quando os custos de vida aumentaram, e os salários estagnaram, e até se reduziram, ele faliu… Desistiu das aulas, porque “davam prejuízo”. Pois davam, de Audi TDI…
Ele andava na auto-estrada, e pagava 23,00 euros ida e volta de portagem, eu na Nacional 1 pagava 2,55 euros ida e volta. Ele gastava pouco, sim, a andar devagar, mas na A1 gastava 9litros/100km para andar depressa. E o gasóleo está mais próximo do custo da gasolina que nunca, e com tendência para ficar igual. Isto para não falar da possibilidade de ser apanhado pelo radar… O Audi estava a desvalorizar-se a cada ano que passava, e o carocha na mesma… Comprou o novo A3 2.0 TDI, porque o outro estava a dar muitos problemas de oficina pela quilometragem elevada (e o carocha na mesma…), perdeu o dinheiro do valor do velho e foi “entalar-se” na compra do novo que custava muito mais, para “poupar no consumo”. Não sei se é de rir, se dar chapadas pela estupidez… Conclusão: faliu… E teve que desistir das aulas de Coimbra, tendo dado pelo custo do novo Audi, o dinheiro que tinha ganho nos anos anteriores de leccionação. Há cada um…

Ate lá, enquanto me vir forçado a ter grandes deslocações vou continuar assim.
Eu tembém, mas de Volkswagen carocha 1200 de 1963!
Miguel Brito, o tal que anda no século XXI com carros do século passado.
Nirvana, não mudes de ideias, que é para eu te poder continuar a contrariar.

Jean Melin:
Enfim... cada cabeça a sua sentença.

Bem dito.

Nezz:
é preferível ver mais um VW na estrada do que um plástico novo. o meu daily para já é um plástico - o Subaru Vivio (658cc) de 98, com 200 000km e manutenção super reduzida. Perguntam-me quando o troco e digo: só por um carocha ou quando tiver a bay finalizada (ou quase) e ficam muito espantados a olhar para mim.

Não troques: adiciona… Não julguem que eu nunca ponho as patas e as mãos dentro de um moderno. Como já sabem, o carro da minha esposa é um carro “para senhoras”, um jipe honda CRV, cheio de electroiniquices e fácil demais de conduzir. Por vezes dá-me jeito pegar num “latinhas moderno”: para andar incógnito na estrada (na má vida…), discreto por aí, para ir a bairros “difíceis” e estacionar em locais de risco (e onde fazem riscos…), para andar debaixo de chuva e no meio dos “asneirentos” do meio de Lisboa, ou em engarrafamentos de pára-arranca. Mas para pouco mais que isso serve. E tem custos elevados. Notem que ela paga por aquele o mesmo que eu pago para ter 3 clássicos…

Nirvana:
Não fosse o dinheiro, faria as viagens maiores num Aston Martin V8, e teria na garagem da minha casa de estudo uma barndoor samba para fazer uns 30/40 Km's diários.. isso sim era qualidade de vida.

O meu carro moderno para o dia-a-dia seria (por ordem), o Novo Cayman, em cinzento escuro e estofos claros, com 0km a estrear, comprado no concessionário do Alto do Vieiro em Leiria, ou o Audi A8 4.2 preto, o BMW 850i de faróis de levantar em cinzento (tipo karmann-ghia com hormonas), ou um Jaguar 4.2 (estética apelativa, tipo KG mas com 4 portas, compreendes isto, não é, kastenwa?), ou um Golf Cabrio I série, verde com interior pele creme (parecido com o do AlfElísio…).
Mas descubro que o seu custo de compra e manutenção supera largamente as despesas que tenho com os meus actuais, e não brilhava mais na estrada por isso.
Os meus alunos de Lisboa adoram ver a Gilda, e os contínuos confirmam a minha presença pelos meus carros no estacionamento, enquanto que aos outros,… precisam de andar atrás deles.
Quando estão os Passats do Governo no parque da Universidade, e também os Phaetons com o motorista à espera, e toda a gente olha antes para o meu carocha… Então sei que estou dentro do carro certo!
É meu, paguei-o do meu bolso, e sobrou dinheiro para a família. E o resto, é conversa.


Espero não ferir susceptibilidades, mas as imagens valem mais que mil palavras:
Carocha & Audi A3:


Quanto a esse audi, pensei que ias mostrar o “audi assassino”de Esmoriz:

Image

Morreram os dois, não havia air-bags que superam o excesso de velocidade. O motor está num lado, a frente noutro, a traseira afastada, e a chapa do motor ficou enrolada num pinheiro… Tiveram que cortar a árvore para retirar a chapa…

Citando gygabite, do Portugal no seu Melhor: “nõ foi brincadeira, foi realmente em esmoriz, na estrada conhecida como estrada da mata k liga furadouro a cortegaça, foi no carnaval k tudo aconteceu, morreram os dois ocupantes, um de 27 e 1 de 22 anos, o motor parou 30 metros à frente do embate, o conta kilometros parou nos 100km/h. ou seja iam muito alem dos 200, isto dito pela gnr. hoje em dia no sitio onde faleceram colocaram uma cuz, e colocam flores e velas. sei disto tudo porque passo todos os dias por lá, e os dois jovens eram aqui da zona( viviam em maceda), eu sou de ovar. o acidente foi às 7.30 da manhã!”

Isto é impossível de acontecer com um carocha, pois não dá 200…
Quanto a crash-tests… Em condições demasiado artificiais, feitos para promover a “segurança” dos carros que pretendem vender, são uma indicação do nível tecnológico, mas não me digam que as marcas actuais promovem a segurança. Se assim fosse metiam os travões de disco ás quatro rodas em TODA a gama, e não apenas nos modelos mais potentes. Há aí muita hipocrisia…

A segurança somos nós, em antigo ou moderno!
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"

BERMORAIS
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Post by BERMORAIS »

mais nada!!! viva o ar dos nossos motores

Jean Melim
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Post by Jean Melim »

Adoro estes textos do Miguel Brito...

Realmente é optimo falarmos com alguém tão apaixonado por VWS....

Eu tive um jipe Land Rover modelo 88 que era de 1978... estava com 675mil km quando comprei, tive de o restaurar porque estava um bocado mal... e quando veio da oficina... estava novinho e eu mais pobre, mas claro... mais barato do que comprar um carro zero km na altura...

Andei com o carro quase 80 mil km em dois anos... com overdrive o meu jipe dava 110 de cruzeiro... gastava com o overdrive 9/10 de gasóleo...

E no entanto fui para todo o lado com ele... até a Madrid fui :)

É uma questão de poder...e querer... Eu queria ter um clássico como carro do dia a dia... e então como podia... tinha :)

Tive de vender o carro pq era de 3 lugares... mas tenho saudades

:)
Jean Melim


Devemos sempre comprar peças de qualidade, assim só choramos uma vez!!!

Pedro
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Post by Pedro »

Essa questao da segurança, penso que somos nós que a criamos.
Infelizmente nem todos pensam assim, e é por isso que se dão estes acidentes.
Outra coisa também é certa, não podemos sair de casa a pensar que pode vir um camião, e embater contra nós. Porque se assim for, também quando estamos em casa pode vir um avião e cair em cima.

:wink: [/b]

vlad
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Post by vlad »

Continuo a dizer: "Só concordo com o digníssimo Sr. Brito".....

Acho que vou utilizar um termo já a trás utilizado por alguém e falar de "domingueiros" primeiro, quando dizem: "são pontos de vista"...ainda não consegui perceber o vosso, mas fica aqui o meu esforço...:

(antes de mais peço desculpa se for mauzinho...)

No meio motociclista deparei-me ao longo dos anos com um crescendo e enorme modificação na sua fauna...todos me perguntam constantemente assim que chega o verão: "é este ano que vais a Faro?" e a minha resposta é como sempre, que não ponho lá os pés desde 1992.
O porquê é simples, em 92 estavam já 1500 pessoas e eu achei que era demais e já enjoava....não só pela modificação do próprio ambiente como também relacionado com isso o tipo de pessoas...

Acho que podemos ver a diferença nos motoclubes, como no caso dos Hell Angels, que são uma família com contornos mundiais, que vive, respira e corre-lhe no sangue as vibrações do "Big Twin".
Por outro lado temos o "HOG- Harley Owners Group" que chamo embora tenha muitos amigos neste grupo de uma espécie de rebeldes da carteira, digo isto porque se não houvesse dinheiro para estas Harleys e toda a sua parafrenália de acessórios originais, não havia rebeldia...

Chego então à frase " You can tell the men from the boys, by the price of their toys" ( destingue-se os homens dos meninos pelo preço dos seus brinquedos. )

E lembro-me de uma frase do Jesse James em que ele dizia que hoje em dia toda a gente anda de mota, mas é mais ao fim de semana, e querem punhos aquecidos, leitor de cd's...."é uma mota!!! se não nos faz andar mais depressa ou parar com mais segurança, esse acessório não faz lá nada...toda a gente é motard mas não querem sê-lo completamente... ficam-se pelo meio caminho, numa àrea de existência confortável.
Isso a mim diz-me simplesmente que existe quem simpatize e existe quem o tenha a correr nas veias...."

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