
(imagem e arte fotográfica de AlfElísio)

O motor 1300 que lá está montado, tem mais 10cv que o 1200 original, e isso nota-se. O fenómeno é compensado pelas jantes mais largas, tal como no Herbie dos filmes, e permite entrar "a abrir" nas curvas, com melhor aderência.

No motor, temos a clássica transformação de dínamo para alternador, com a necessária substituição do pé de apoio respectivo. Permite dar "mais pica" à electricidade,embora eu prefira a solução que tenho no meu, uma combinação do dínamo original com um regulador electrónico da Bosch mexicana, dando a mesma melhoria sem necessidade de alternador.
O bocal de óleo é também um acessório "aftermarket", com a vantagem de reduzir as eventuais fugas pela gola.
O filtro de gasolina está naquela posição em que convém usar um extintor grande dentro do carro: nunca foi boa ideia meter o filtro sobre o distribuidor, na parte dsob pressão do circuito de gasolina...
Era preferível antes da bomba, com braçadeiras para o afastar do aquecimento do tubo de admissão.
O carburador tem a alteração muito favorável de meter a mola a "puxar", em vez de ser a "empurrar" ao longo do cabo. Melhora substancialmente o comportamento do pedal, e consequentemente, o dóminio da (pouca) potência em curva e aceleração, em pontos que podem ser criticos no controle de um carocha em velocidade extrema em curva. Essa sensibilidade extra faz toda a diferença.
E de facto, os modelos que vieram depois adoptaram essa modalidade, nunca regressando à mola de empurra.
Há para ali umas invenções na vareta (arame?) do óleo, nada ortodoxas... Talvez para ligação aos instrumentos extra do painel do condutor. A vareta original está lá atrás, apenas para medir o nível de óleo quando necessário.
E há também uns fios "a sobrar" do lado esquerdo, que se estiverem mal fixos, podem ser sugados pela força da turbina, com eventuais complicações.
Sendo um motor 1300 seria bom meter o tubo de cartão que falta na admissão da panela do filtro, orientado e dirigido para a dianteira do motor, apanhando mais ar directo e facilitando os regimes altos.[/QUOTE]

No tablier, os instrumentos extra dão o toque necessário ao "look" Herbie, embora se conduza no habitual modo, de ouvido...

Os interiores não são os dele, embora combinem bem com a cor exterior. Podem servir para termos uma noção das características de anos anteriores:
O banco do condutor é de 1959, o que se entende bem pelas "duas cores", diferentes entre costas e assento e ilhargas laterais. É de vinil, a que chamavam de forma excessiva "pele deluxe". Os restantes bancos são parecidos, mas em tecido, e de 1958. Um ano de diferença, mas muito diferentes ao tacto.
As forras de portas são também de 1958.
O carro está muito interessante, embora nitidamente fora de estado "de concurso", mas apetecível no seu estado natural "de vadio", convidando a aventuras na estrada, libertando o dono de preocupações excessivas de originalidade e detalhe, mas convidando a usufruir do aspecto lúdico de uso e aventura.
É essa afinal a vocação de um carro que é mais que isso, é um companheiro de aventuras, camarada da estrada, um sonho da Disney, um Herbie!...

O carro apresenta as principais características que o permitem assemelhar-se ao Herbie do cinema:
É um modelo de 1963, tem tecto de abrir (da Golde) de origem, em lona. Tem jantes alargadas, pára-choques de exportação "de toalheiro" (apesar de não ter os reforços e fixações), e até a matrícula do filme "OFP857".
As riscas azuis e vermelhas e os números "53" no círculo estão bem conseguidas, fieis quanto baste ao original.
A mais evidente diferença é a tonalidade de branco, aqui "frigorifico", e no original Branco Pérola ref. L87.
No entanto, é um bom resultado global, e um sucesso ao olhos de quem o vê passar. E é essa a maior função de um carro clássico, manter nos corações a chama da fantasia, da paixão e emoção.

Um especial agradecimento ao proprietário, que me deixou fazer alguns km's, que foram um prazer e uma honra.
(Há mais algumas 3 ou 4 réplicas "Herbies" nacionais por aí. O mais conhecido e detalhado é o do Estoril, o "Herbie" de Rui Cristina, o "Berto53")
































