Tentarei não me esticar muito,
A História do Kubelwagen
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HUGO bOSS
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A História do Kubelwagen
Como prometi, aqui vai. mais uma história de um pré-histórico.
Tentarei não me esticar muito,
, mas como gosto de história e acho que às vezes os pormenores mais insignificantes por vezes revelam muita coisa, poderei entusiasmar-me. 
Tentarei não me esticar muito,
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século"
""Patina" my ass, that's rust!"
Hugo Pereira
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HUGO bOSS
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A história do Kubelwagen mistura-se com a do Carocha, como é óbvio.
Estavamos na década de 20 do século passado e a Alemanha recuperava da Grande Guerra. O Tratado de Versalhes não permetia ao governo alargar-se em despesas de rearmamento. Os veículos do exército eram basicamente veículos idênticos aos civis, com excepção da cor, com camuflagem.
Na década de 30 os carros militares começaram a ser em maior número e descapotáveis. A sua carroçaria aberta permitia aos seus ocupantes saltarem do carro mais facilmente em caso de ataques. Para se protegerem da chuva e sol teriam uma capota simples e rápida de montar. As portas metálicas por vezes eram inexistentes, sendo de cabedal enrolado (tipo os Hebmuller da polícia, anos mais tarde).
A língua alemã muitas vezes é formada de palavras que são a união de outras, como é o caso do Volkswagen (Volks para povo e Wagen para carro). A palavra Kubelwagen é outra.
Dado a forma dos bancos destes carros, cedo começaram a ser denominados "Kubelsitze", o que levou a "Kubelsitzwagen" e depois a "Kubelwagen", o que numa tradução à letra dá-nos "Carro balde".
Estavamos na década de 20 do século passado e a Alemanha recuperava da Grande Guerra. O Tratado de Versalhes não permetia ao governo alargar-se em despesas de rearmamento. Os veículos do exército eram basicamente veículos idênticos aos civis, com excepção da cor, com camuflagem.
Na década de 30 os carros militares começaram a ser em maior número e descapotáveis. A sua carroçaria aberta permitia aos seus ocupantes saltarem do carro mais facilmente em caso de ataques. Para se protegerem da chuva e sol teriam uma capota simples e rápida de montar. As portas metálicas por vezes eram inexistentes, sendo de cabedal enrolado (tipo os Hebmuller da polícia, anos mais tarde).
A língua alemã muitas vezes é formada de palavras que são a união de outras, como é o caso do Volkswagen (Volks para povo e Wagen para carro). A palavra Kubelwagen é outra.
Dado a forma dos bancos destes carros, cedo começaram a ser denominados "Kubelsitze", o que levou a "Kubelsitzwagen" e depois a "Kubelwagen", o que numa tradução à letra dá-nos "Carro balde".
Um abraço do meio do Atlântico
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- Miguel Brito
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Na foto, reparem que o da frente já não traz pneu metido na jante do sobresselente.
O sucesso do kubel era tal que quando atolava, aqueles quatro soldados saiam do carro, puxavam-no à mão até desenterrar, e depois voltavam a entrar e a continuar caminho.
As estradas, na frente ocidental, estavam muitas vezes reduzidas a lamaçais esburacados, e um veículo de baixo peso trazia vantagem.
Reparem que pela postura dos combatentes, esperavam uma emboscada a qualquer momento, prontos a saltarem para fora.
Os farois possuem um resguardo em lona, com apenas uma fenda para saída de luz, para evitar serem detectados de noite pelo inimigo.
A matrícula indica uma unidade SS, talvez a fugirem do desembarque aliado do dia "D"...
O baixo peso era uma vantagem para a transposição de obstáculos:

Conseguiam subir taludes "impossíveis".
Era um veículo que gerava confiança:


O sucesso do kubel era tal que quando atolava, aqueles quatro soldados saiam do carro, puxavam-no à mão até desenterrar, e depois voltavam a entrar e a continuar caminho.
As estradas, na frente ocidental, estavam muitas vezes reduzidas a lamaçais esburacados, e um veículo de baixo peso trazia vantagem.
Reparem que pela postura dos combatentes, esperavam uma emboscada a qualquer momento, prontos a saltarem para fora.
Os farois possuem um resguardo em lona, com apenas uma fenda para saída de luz, para evitar serem detectados de noite pelo inimigo.
A matrícula indica uma unidade SS, talvez a fugirem do desembarque aliado do dia "D"...
O baixo peso era uma vantagem para a transposição de obstáculos:

Conseguiam subir taludes "impossíveis".
Era um veículo que gerava confiança:


"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"
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Kastenwa
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História do Kubelwagen
O Kubelwagen era fiável, tinha um peso reduzido, consumia pouca gasolina e fundamentalmente, por ser refrigerado a ar, não tinha os problemas de congelamento de água nas baixas temperaturas da frente russa e de aquecimento no deserto na África.
À época, se comparamos os consumos, o peso, a simplicidade mecânica do Kubelwagen com os dos Jeeps americanos e outros veículos semelhantes, era francamente melhor, acrescentando a versatilidade de utilização.
Os Aliados, quando capturaram os primeiros Kubelwagen, ficaram admirados com as capacidades que eles tinham.
Outro factor decisivo, era a facilidade com que eram efectuadas as reparações, no cenário de guerra.
À época, se comparamos os consumos, o peso, a simplicidade mecânica do Kubelwagen com os dos Jeeps americanos e outros veículos semelhantes, era francamente melhor, acrescentando a versatilidade de utilização.
Os Aliados, quando capturaram os primeiros Kubelwagen, ficaram admirados com as capacidades que eles tinham.
Outro factor decisivo, era a facilidade com que eram efectuadas as reparações, no cenário de guerra.
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El Yorn
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A água não congelava, mas o óleo sim! Os motores por e simplesmente soldavam e não havia maneira de os por a trabalhar sem antes fazer uma fogueira por baixo, afim de derreter o óleo do cárter! Os óleos da época eram do tipo “monogrado”, de fraca qualidade e não adaptados para uma invernia daquelas.kastenwa escreveu: por ser refrigerado a ar, não tinha os problemas de congelamento de água nas baixas temperaturas da frente russa...
Aliás, segundo os historiadores, as temperaturas sentidas durante a frente russa tinham sido das mais baixas registadas nos últimos 40 anos.
Nem pelo facto de ser arrefecido a ar, fez com que o kübelwagen vingasse na frente russa, ao contrário do que aconteceu, como disse bem o Kastenwa, no Norte de Africa com a famosa “Afrika Korps”.
Agora, não quero com isto dizer que não gosto do Kübel, antes pelo contrário é capaz de ser dos veículos da gama VW que mais admiro!
Bom tópico
Cool as air!!
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Kastenwa
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Claro, na frente russa, o problema de congelamento era extensível a todos os veículos militares.
Porém, no Kubelwagen, só o óleo é que congelava, enquanto nos outros, a água era o primeiro elemento a dar problemas...
Na frente russa, o problema não era o Kubelwagen...era o inverno anormalmente rigoroso, mesmo para a época...
Eu tambem sou da opinião que, pelo ponto de vista da resistência e utilização para que foi concebido, o Kubelwagen deve ser o melhor VW.
Porém, no Kubelwagen, só o óleo é que congelava, enquanto nos outros, a água era o primeiro elemento a dar problemas...
Na frente russa, o problema não era o Kubelwagen...era o inverno anormalmente rigoroso, mesmo para a época...
Eu tambem sou da opinião que, pelo ponto de vista da resistência e utilização para que foi concebido, o Kubelwagen deve ser o melhor VW.
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Pedro
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Eduardo Pinela
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He!He!
Mais uma axa para a fogueira! Já repararam neste tablier? ^Ñ têm nada a ver com o que desencadeou tanta polémica por aqui! Digam de vossa justiça! A mim parece-me que as coisas nem sempre são como aparentam e a economia de guerra deve de ter das suas...
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HUGO bOSS
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Bem, com estes vossos contributos e o do Pedro, pouco mais há a dizer!
Resta-me acrescentar os números de produção:
Kubel 4 lugares - 37.320
Kubel comando - 7.545
Kubel radio - 3.326
Kubel oficina - 273
Estes são os seus códigos:
Type 87 - Chassis tracção às 4 rodas
Type 87 0 - Carroçaria Kubel (4 lugares)
Type 87 1 - Carroçaria Kubel (3 lugares)
Type 87 7 - Chassis do Kubel com carroçaria do Carocha
Resta-me acrescentar os números de produção:
Kubel 4 lugares - 37.320
Kubel comando - 7.545
Kubel radio - 3.326
Kubel oficina - 273
Estes são os seus códigos:
Type 87 - Chassis tracção às 4 rodas
Type 87 0 - Carroçaria Kubel (4 lugares)
Type 87 1 - Carroçaria Kubel (3 lugares)
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Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
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HUGO bOSS
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Quanto a outras versões e estudos, irei colocar aqui mais umas fotos depois...
Quanto ao tablier, efectivamente nunca vi outro igual noutro Kubel. Realmente poderá ser uma variação feita depois da guerra...
Poupanças nos Kubel, conheço a do pára-brisas dividido ao meio, para pouparem nos vidros quando partisse...
Quanto ao tablier, efectivamente nunca vi outro igual noutro Kubel. Realmente poderá ser uma variação feita depois da guerra...
Poupanças nos Kubel, conheço a do pára-brisas dividido ao meio, para pouparem nos vidros quando partisse...
Um abraço do meio do Atlântico
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HUGO bOSS
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HUGO bOSS
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split4ever
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É uma pena
Oi,
Já repararam na foto do motor?
Este carro estava o ano passado na automobilia de aveiro, está espectacuar, mas sobre o melhor pano cai a nodoa.
Desculpem-me mas eu acho q temos de ser exigentes com a originalidade.
O motor n tem de origem o destribuidor, o dinamo e o regolador. É uma pena, até porque são peças q n são assim tão dificeis de encontrar.
Não entendo como é q este carro ganhou (segundo diz n artigo), prémios de restauro.
Saudações carochisticas,
Splt4ever
Já repararam na foto do motor?
Este carro estava o ano passado na automobilia de aveiro, está espectacuar, mas sobre o melhor pano cai a nodoa.
Desculpem-me mas eu acho q temos de ser exigentes com a originalidade.
O motor n tem de origem o destribuidor, o dinamo e o regolador. É uma pena, até porque são peças q n são assim tão dificeis de encontrar.
Não entendo como é q este carro ganhou (segundo diz n artigo), prémios de restauro.
Saudações carochisticas,
Splt4ever















