Kastenwa wrote:(...)Há algum princípio, conceito, estilo, nos sofás e cadeiras com motor VW?
Ou nos VW " aporschalhados "?
Ou nas transformações que nem são " Bajas ", Buggys, nem sei lá o quê?
(...)
Quando meti o nariz neste tópico e feri as susceptibilidades de um ou outro que enfiou ou enfiaram a carapuça, era a essas "categorias" de
portugues look às quais me referia directamente...
O argumento de "ter que fazer para sobreviver", é facilmente rebatível, mas como quero que este "post" seja de leitura supersónica, vou explanar alguns dos meus argumentos mas sem me alongar muito.
A gestão de uma empresa requer conhecimentos em várias áreas, o que é óbvio. Se somos donos e gestores
a solo, acumulamos entre outras competências, a gestão financeira e a gestão do marketing/publicidade...
Ora bem, se eu sei que tenho problemas financeiros, ou uma necessidade de aumentar a facturação produzindo mais, eu tenho que procurar novos nichos de mercado, diversificando a actuação ou aumentar a minha notoriedade e penetração nos habituais e regularmente explorados. E é aqui que a coisa se complica....
Se eu tenho que diversificar a minha actuação noutros mercados, eu posso fazê-lo mas sem o publicitar. Como? Simples: surge um cliente à porta, que me pede para cortar um carocha às postas, e eu faço-o (aumento a facturação) mas escondo a minha actuação, para não influenciar a minha imagem exterior (não afecto o marketing/publicidade).
Por outro lado, se eu quero à mesma diversificar a actuação e penetrar noutros nichos, eu também posso fazê-lo, como? Simples: surge um cliente à porta, que me pede para cortar um carocha às postas e antes de o fazer, sento-me com ele numa mesa e pergunto-lhe se é mesmo isto que ele quer fazer e porquê.... e tento, qual psicólogo, levá-lo a optar por outros caminhos (aumento a facturação) e no fim, posso mostar publicamente o que acabei de produzir (influencio o marketing/publicidade) como uma outra área de actuação da minha empresa/oficina. Neste caso, corro sempre o risco de me deparar com um daqueles clientes casmurros, que apesar de serem verdadeiros "ignorantes" na matéria, sofrem de "foosismo"...e desisto de o tentar educar "visualmente" e vendo-me, assumindo a primeira estratégia do faz e esconde...assim, como que uma prostituição no mundo automóvel.
Mas como disse anteriormente, é nestas opções de actuação que a coisa se complica. Como é natural, isto tudo depende da minha própria personalidade e do grau ou nível de cultura visual. Se eu for uma pessoa com uma fraca cultura automobilística, nem sequer tenho conhecimentos, argumentos ou noções para me sentar a uma mesa, portanto, sou tão inculto como o cliente...e vamos felizes, construir um trambolho.
Agora, se eu tenho um cultura automobilística diversificada e sei de facto do que falo, então neste caso, já tenho argumentos para esgrimir com um cliente inculto ou pouco "educado" nesta matéria...e no fim, tenho um cliente satisfeito não só por ter um carro mais coerente, como por ter absorvido uma outra bagagem cultural.
Este era o primeiro ponto ao qual me queria referir.
Em segundo lugar, e voltando a falar no que os donos querem, eu gostava de fazer uma pergunta: será que os sofás com rodas e restantes tretas, têm realmente dono, ou seja, alguém pediu para serem construídas?
Penso que não ou pelo menos, nem todas têm. Acho que serão apenas porta-fólio das capacidades do construtor e se assim fôr, esse argumento é deitado por terra...
No caso do construtor em questão, pode-se ver que os "porta-estandarte" no site de internet, são em grande parte, os tais trambolhos de que se fala...Parece que existe um certo orgulho em tais obras de arte.
Poder-se-ía dizer que são resquícios de uma outra década, talvez mais "eighties", mas se assim fôr, o que fazem imagens delas como exemplos de algo que se pode encomendar, no referido site?
Estamos portanto, face à opção de querer directamente influenciar a imagem que transmitimos ao público...é uma opção, como outra qualquer...mas não nos livramos das consequências ou então, temos que trabalhar muito para as alterar.
Muito mais haveria para dizer, mas não estou sentado numa mesa a tentar educar ninguém. Estou apenas a argumentar o meu ponto de vista e por isso, fico-me por aqui. Afinal, também eu devo ter problemas de refrigeração pelo que não fui tão supersónico como queria...
Bom, agora vou virar as minhas palas laterais mesmo para a frente dos olhos, para não ver os meninos mauzinhos que andam por aí....
brrrr.. q'a medo, man!
