Trata-se de um carocha 1200 modelo Standard de Junho de 1963. A cor original é o L344 Riedgrün, tendo esta cor a particularidade de ser somente utilizada nos modelos Standard e acreditem que só depois de o ver pintado é que me apercebi o quanto gosto esta cor, pois quando o comprei estava pintado de um verde alface do mais belo efeito!


Como na altura da compra as máquinas digitais ainda eram uma miragem, não tenho muitas fotos da fase anterior e a qualidade das poucas que tenho é, digamos, assim assim!

O chassis estava de acordo com a carroçaria, só que pior. Quando comecei a desmontá-lo, a bateria estava segura graças a uma tampa de um balde de tinta de 25 litros, judiciosamente colocada por baixo do belo quadrado, onde outrora estava o suporte da bateria. A bateria, da qual não guardei fotos, era daquelas famosas baterias de 12V, convertidas à tuga para 6V, leia-se cortada ao meio e soldada não se sabe bem como quê mas que passado uns tempos, lá fazem o favor de verter o ácido para o chão, daí aquele belo quadrado!

Após ter contactado vários revendedores e ter trocado 3 vezes de longarinas – (as que tinha recebido até aí eram verdadeiras infâmias) – lá consegui arranjar um par +/- decente e que se aproximava bastante dos design original.
As partes a serem intervencionadas, para além das longarinas, foram os 2 cantos da frente da cava da roda, as cavas das rodas traseiras junto à junção das longarinas (um clássico), um suporte de pára-choques traseiro que tinha desaparecido e a chapa interior junto ao tubo em “Y” da chauffage!
Quando me lembrei de me atacar ao chassis, cortei os 2 lastros e em vez de guardá-los, lembrei-me de dá-los juntamente com outra tralha velha a um sucateiro da minha aldeia. Meses mais tarde quando comprei os lastros novos e necessitei de alterá-los é que vi a asneira que tinha feito, pois deveria tê-los aproveitado para descravar os parafusos velhos da fixação dos bancos… milagre ou pura sorte, quando fui à sucata passado esses meses na vã tentativa de os encontrar, encontrei-os precisamente no mesmo local de onde o homem os tinha deixado, talvez por esquecimento, mas foi um descuido que me fez ganhar o dia, pois sem eles, teria que ter inventado qualquer coisa de aproximado a partir de fotografias, com um resultado por vezes nem sempre convincente!
As várias etapas que antecederam a pintura, serão descritas noutros posts, para que não fique um testamento de uma só vez!
Agora está assim:



























Por agora, o maior já ficou feito e já posso começar a montar nas calmas na minha garagem! UFA!

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