"Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
às tantas o homem ainda é adepto de VW ar...
- Miguel Brito
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Domingo: dia de “amaricar”…
Dia fresco e muito seco, manhã ideal para passar o tempo deitado debaixo da Gilda…
Um cartão do IKea e lá vou eu com uma gambiarra numa mão e um punhado de cimento na outra. Polvilhar o fundo do motor com pó de cimento, o óleo desaparece de imediato, depois raspar com um papel e com uma escova de dentes, em todas as alhetas inferiores do cárter.
Pouco a pouco, com pó de cimento e passando papel, tudo foi ficando mais limpo.
É sempre o mesmo problema: mecânicos porcos e inspector coninhas, e acaba o serviço para ser limpo pelo Mongo Brito.
Há mecânicos que acham que fazer muito barulho e chavascal com uma máquina de pressão de água limpa tudo, e resolve tudo, porque “depois seca com o andamento”. Por outro lado, o Jaime recusa-se terminantemente a limpar o que quer que seja num motor, pois acha que “limpar é enganar o cliente: quem limpa não sabe o que fazer na mecânica, e anda a intrujar para encher o olho”.
Por isso tive que andar a rastejar lá por baixo, a limpar e esfregar tudo o que encontrei, pois só assim aquilo pode parecer limpo e sem pingos de óleo algum. Esta inspecção está-me a dar trabalho demais…
Esfregar e secar é o fundamental em qualquer limpeza. Não cabe na ideia de ninguém tomar banho e depois meter-se nu a correr de um lado para o outro, porque “seca ao andar”.
Quem toma banho precisa de se esfregar para se limpar, não basta sofrer com uma mangueira de pressão na pele e julgar que fica limpo.
Por isso não percebo essa ideia preguiçosa, típica dos mecânicos usuais, que acham que limpar é atirar com água, quanto mais forte melhor, salpicando tudo e achando que o serviço ficou assim bem feito e acabado.
Pois dá trabalho, claro que dá trabalho, mas o serviço só pode ser um bom serviço se ficar acabado até ao final, ou seja, com tudo limpo e posto como deve ser.
Simplesmente não resulta, após reparar fugas e escorridos de fluidos de travões, voltar a meter a mesma jante toda babada por dentro, como se a reparação não tivesse sido efectuada. É o mesmo que levar um alvo assinalado a vermelho para o inspector dizer “ainda parece haver aqui qualquer problema: vai ter que ver isso da próxima vez…”
E dizem que sim , que já limparam tudo, ou seja, amandaram com um jacto de água sobre a jante e continuam lá as marcas de escorridos… Claro que dá trabalho aplicar algum polish no interior, esfregar com força com um pano velho e mistolin, ou outra qualquer técnica real e viável para expurgar as marcas do acontecido.
Mas ninguém disse que era para ser fácil, nem ninguém se negou a pagar, para ter um serviço verdadeiramente completo.
Não basta resolver, é preciso mostrar que se resolveu!
Ou seja, acabou a limpar, quem precisa daquilo limpo, ou seja, eu…
Mas que raio de modo de passar o domingo…
“Já estás nisso outra vez? Afinal isso quando é que está pronto? Levas o mês de Dezembro sempre agarrado à Gilda, e sempre de papel vermelho… Vê lá se arranjas outro desporto que te dê mais tempo para a família e menos dinheiro para trampas com óleo…”
Que trabalheira que isto tudo está a dar… Só espero que amanhã esteja tudo resolvido.
E claro, ainda tive que meter polish nos pára-choques, à frente e atrás, para realçar a cor branca e parecer tudo mais novo e com menos ferrugem, cera na dianteira, reforçada em torno das luzes, que amanhã vão ser de novo observadas em detalhe.
As jantes foram esfregadas em detalhe, por fora, os tampões cromados levaram produto “coração”, os vidros das janelas desengordurados, um bocado de spray de silicone perfumado para debaixo do tablier, para aparentar cheirinho, ao coninhas do inspector.
Os pneus levaram abrilhantador, e as chapas pretas de matrícula também, para realçar o aspecto. Limpei bem as duas palas traseiras, e meti umas flores de plástico no tablier. Mais mariquices nem sei inventar…
Agora resta esperar pela sorte…

Dia fresco e muito seco, manhã ideal para passar o tempo deitado debaixo da Gilda…
Um cartão do IKea e lá vou eu com uma gambiarra numa mão e um punhado de cimento na outra. Polvilhar o fundo do motor com pó de cimento, o óleo desaparece de imediato, depois raspar com um papel e com uma escova de dentes, em todas as alhetas inferiores do cárter.
Pouco a pouco, com pó de cimento e passando papel, tudo foi ficando mais limpo.
É sempre o mesmo problema: mecânicos porcos e inspector coninhas, e acaba o serviço para ser limpo pelo Mongo Brito.
Há mecânicos que acham que fazer muito barulho e chavascal com uma máquina de pressão de água limpa tudo, e resolve tudo, porque “depois seca com o andamento”. Por outro lado, o Jaime recusa-se terminantemente a limpar o que quer que seja num motor, pois acha que “limpar é enganar o cliente: quem limpa não sabe o que fazer na mecânica, e anda a intrujar para encher o olho”.
Por isso tive que andar a rastejar lá por baixo, a limpar e esfregar tudo o que encontrei, pois só assim aquilo pode parecer limpo e sem pingos de óleo algum. Esta inspecção está-me a dar trabalho demais…
Esfregar e secar é o fundamental em qualquer limpeza. Não cabe na ideia de ninguém tomar banho e depois meter-se nu a correr de um lado para o outro, porque “seca ao andar”.
Quem toma banho precisa de se esfregar para se limpar, não basta sofrer com uma mangueira de pressão na pele e julgar que fica limpo.
Por isso não percebo essa ideia preguiçosa, típica dos mecânicos usuais, que acham que limpar é atirar com água, quanto mais forte melhor, salpicando tudo e achando que o serviço ficou assim bem feito e acabado.
Pois dá trabalho, claro que dá trabalho, mas o serviço só pode ser um bom serviço se ficar acabado até ao final, ou seja, com tudo limpo e posto como deve ser.
Simplesmente não resulta, após reparar fugas e escorridos de fluidos de travões, voltar a meter a mesma jante toda babada por dentro, como se a reparação não tivesse sido efectuada. É o mesmo que levar um alvo assinalado a vermelho para o inspector dizer “ainda parece haver aqui qualquer problema: vai ter que ver isso da próxima vez…”
E dizem que sim , que já limparam tudo, ou seja, amandaram com um jacto de água sobre a jante e continuam lá as marcas de escorridos… Claro que dá trabalho aplicar algum polish no interior, esfregar com força com um pano velho e mistolin, ou outra qualquer técnica real e viável para expurgar as marcas do acontecido.
Mas ninguém disse que era para ser fácil, nem ninguém se negou a pagar, para ter um serviço verdadeiramente completo.
Não basta resolver, é preciso mostrar que se resolveu!
Ou seja, acabou a limpar, quem precisa daquilo limpo, ou seja, eu…
Mas que raio de modo de passar o domingo…
“Já estás nisso outra vez? Afinal isso quando é que está pronto? Levas o mês de Dezembro sempre agarrado à Gilda, e sempre de papel vermelho… Vê lá se arranjas outro desporto que te dê mais tempo para a família e menos dinheiro para trampas com óleo…”
Que trabalheira que isto tudo está a dar… Só espero que amanhã esteja tudo resolvido.
E claro, ainda tive que meter polish nos pára-choques, à frente e atrás, para realçar a cor branca e parecer tudo mais novo e com menos ferrugem, cera na dianteira, reforçada em torno das luzes, que amanhã vão ser de novo observadas em detalhe.
As jantes foram esfregadas em detalhe, por fora, os tampões cromados levaram produto “coração”, os vidros das janelas desengordurados, um bocado de spray de silicone perfumado para debaixo do tablier, para aparentar cheirinho, ao coninhas do inspector.
Os pneus levaram abrilhantador, e as chapas pretas de matrícula também, para realçar o aspecto. Limpei bem as duas palas traseiras, e meti umas flores de plástico no tablier. Mais mariquices nem sei inventar…
Agora resta esperar pela sorte…
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"
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tirolifo
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Grandes aventuras só para a inspecção!
O que vale é que têm sido sempre coisas mais ou menos fáceis de resolver.
Olha se lhes dá para implicar com a ferrugem
...
Boa sorte para a inspecção!
Amanhã passo cá a saber como foi!
O que vale é que têm sido sempre coisas mais ou menos fáceis de resolver.
Olha se lhes dá para implicar com a ferrugem
Boa sorte para a inspecção!
Amanhã passo cá a saber como foi!
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Carlos Baptista
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Se o problema é ferrugem eu resolvo o problema num dia!
Ou seja, dois dias.
Um para acimentar os buracos e o outro para pintar.
Já que a carrinha está habituada ao cimento em pó para limpar os escorridos!
Ou seja, dois dias.
Um para acimentar os buracos e o outro para pintar.
Já que a carrinha está habituada ao cimento em pó para limpar os escorridos!

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jcse
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Também te faz bem limpá-la por baixo, para lhe teres mais amor
Boa sorte para amanhã
João
Boa sorte para amanhã
João
VW 1302 Jubilee
- Miguel Brito
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Isto é pior que sexo... A gorda da Gilda em cima de mim, a pingar-se toda, sem dar descanso, e eu a esfregá-la... Só para tarados...
Segunda-feira: Vamos ver se é desta…
Logo de manhã, ao nascer do sol, dou à chave na Gilda e estranhamente pega à primeira. Depois de dois dias parada, e com o frio a zero graus desta madrugada, o facto de pegar logo de imediato apenas prova a excelência da nova afinação “made in Bidoeira”, e que o novo tubo de gasolina tem um contributo importante para não deixar evaporar a gasolina da cuba do carburador.
Sigo para a inspecção, local escondido dentro da confusão que é Cascais, e oiço um estranho ruído, vindo da roda traseira…
Já sei o que é… deve-se ter partido um dos grampos que fixa o tampão, e o bocado está a “dar música” dentro do baby moon. Não tenho paciência para resolver isto agora e limito-me a acelerar, para que ele fique entalado algures, sem fazer mais barulho. O diabo da Gilda parece que está embruxada!...
Chego à inspecção às 8 horas, antes de abrir às 8.30H. O “homem sério” está lá, e diz que dá uma vista de olhos, pois acaba de sair-me na rifa um “coninhas cientifico”, outra ave rara para desmamar…
Logo de imediato, sigo para a linha de inspecção, metem a máquina de ver as luzes e estou tramado outra vez… O coninhas cientifico começa a olhar muito, a olhar muito para o farol, para a luz, para o vazio da sua mente atrofiada. O que vale é que o homem sério vem ajudá-lo, dois neurónios valem mais que um, e para meu espanto e irritação, começam a meter a chave de fendas para “afinar” a direcção.
Mas que raio querem eles?! Eu próprio confirmei o correcto alinhamento das luzes, o serviço feito comigo na Luso-Alemã, que ficou assumidamente correcto, e eles acham que não serve? Então a outra máquina funciona e eles têm aqui uma “máquina ao contrário”, especial para errar inspecções? Têm a mania que têm que ter sempre razão, e têm que ser sempre os únicos de posse da verdade, pelo que eles afinam sempre bem, e os outros afinam sempre errado.
Assim sendo, e para acalmar o coninhas cientifico, o homem sério vai rodando a chave de parafusos, leva a luz toda abaixo e depois volta a levantar, ou seja, acaba tudo como estava no principio, mas agora acham que está certo, pois foram eles a brincar… Camada de anormais…
Siga para a frente na inspecção do mundo da fantasia, e agora é a vez dos travões. O cientifico mete-se lá dentro, sentiu o cheiro forte a perfume que lá meti que até tresanda, e travou normalmente com o eixo dianteiro.
Depois puxou à frente e felizmente, o travão de mão também reagiu normalmente. Depois a verdade: travou de pé e a traseira estacou de imediato.
Ficamos todos aliviados, conto-lhe a história do bombito novo danificado:
- Isso travava mal porque o bombito que era novo afinal estava danificado.
- Isso é normal acontecer. – Diz ele com ar supostamente de entendido.
- Olhe que eu não acho, acho que novo devia querer dizer em bom estado, senão para que meto novo se está estragado logo à partida?
- Mas acontece muitas vezes…
Depois avanço, e ele vai lá abaixo “verificar” o raio que o parta. Se ele me vem outra vez com “fugas diversas” temos o caldo entornado…
Mas voltou calado, eu também não lhe disse nada, e vejo ele pegar na folha VERDE para meter na impressora.
Parece que já me safei… Entrega-me a folha, e eu vou logo ver se ainda marcou alguma coisa, mas está tudo OK, sem marcação de nada. Antes de me ir embora ele insiste ainda com o raio do farol:
- Veja lá se faz alguma coisa naquilo, é que tem uma ligeira inclinação…
- Já foi afinado, com máquina, e estava uma peça solta, agora já está bem.
- Pois, mas estes carros são antigos, já são clássicos, por isso dá sempre algum problema, os faróis não dão uma diferença luminosa muito boa, está um pouco desfocado…
- Pois, vou ver…
Um grande manguito mental, foi o que eu lhe aviei… Mas ele estava a dar-me aulas? A ensinar-me que o meu carro “é antigo e já é clássico”? Se calhar é para mim uma surpresa.
Que anedota: ainda bem que ele me ensinou que o meu carro não é novo, eu era capaz de não ter reparado que 1966 não foi ontem. E ainda tentou explicar-me que porque é antigo precisa de ter problemas. Se calhar os novos são sempre mesmo muito bons, carros isentos de problemas, e o melhor é ir já a correr para dentro de um stand endividar-me para continuar a andar de carro…
Sai daquele antro de malucos, deixei o coninhas cientifico agarrado às suas teorias, pois não é minha função desmamá-los e trazê-los de volta ao planeta Terra, e com a folha da inspecção que diz que está tudo bem, agora ainda tenho que voltar ao Jaime da Junqueira para corrigir os travões. Esta afinação “de inspecção” é uma tolice necessária, conforme se viu, para passar na máquina.
Fui para lá com os travões a roçarem, pronto a travar a 100% nos rolos. Agora tenho que rodar as “estrelinhas” de afinação, aliviando os calços. Como está, em 20km fico com as rodas quentes, tudo apertado, a carregar no acelerador para avançar e assim que alivio o pedal direito, ele omeça a travar sozinho E gasto 14 litros aos cem, em vez de 9,8… É um estupidez necessária para a inspecção, e que agora tenho que corrigir, para ver se finalmente tenho tudo em ordem.
“Dragging brakes” é a expressão inglesa: arrastar calços, travões apertados demais, para dar boa figura na inspecção, mas que prejudica o funcionamento. O motor aquece, o esforço é maior, a traseira baixa e a frente flutua, enfim, é um desacerto.
Assim que aliviar os calços traseiros, deve ficar tudo operacional, conforme e quer.
A próxima preocupação deverá ser melhorias a implementar na carroçaria e pintura. Vamos ver que oportunidades surgem.
Segunda-feira: Vamos ver se é desta…
Logo de manhã, ao nascer do sol, dou à chave na Gilda e estranhamente pega à primeira. Depois de dois dias parada, e com o frio a zero graus desta madrugada, o facto de pegar logo de imediato apenas prova a excelência da nova afinação “made in Bidoeira”, e que o novo tubo de gasolina tem um contributo importante para não deixar evaporar a gasolina da cuba do carburador.
Sigo para a inspecção, local escondido dentro da confusão que é Cascais, e oiço um estranho ruído, vindo da roda traseira…
Já sei o que é… deve-se ter partido um dos grampos que fixa o tampão, e o bocado está a “dar música” dentro do baby moon. Não tenho paciência para resolver isto agora e limito-me a acelerar, para que ele fique entalado algures, sem fazer mais barulho. O diabo da Gilda parece que está embruxada!...
Chego à inspecção às 8 horas, antes de abrir às 8.30H. O “homem sério” está lá, e diz que dá uma vista de olhos, pois acaba de sair-me na rifa um “coninhas cientifico”, outra ave rara para desmamar…
Logo de imediato, sigo para a linha de inspecção, metem a máquina de ver as luzes e estou tramado outra vez… O coninhas cientifico começa a olhar muito, a olhar muito para o farol, para a luz, para o vazio da sua mente atrofiada. O que vale é que o homem sério vem ajudá-lo, dois neurónios valem mais que um, e para meu espanto e irritação, começam a meter a chave de fendas para “afinar” a direcção.
Mas que raio querem eles?! Eu próprio confirmei o correcto alinhamento das luzes, o serviço feito comigo na Luso-Alemã, que ficou assumidamente correcto, e eles acham que não serve? Então a outra máquina funciona e eles têm aqui uma “máquina ao contrário”, especial para errar inspecções? Têm a mania que têm que ter sempre razão, e têm que ser sempre os únicos de posse da verdade, pelo que eles afinam sempre bem, e os outros afinam sempre errado.
Assim sendo, e para acalmar o coninhas cientifico, o homem sério vai rodando a chave de parafusos, leva a luz toda abaixo e depois volta a levantar, ou seja, acaba tudo como estava no principio, mas agora acham que está certo, pois foram eles a brincar… Camada de anormais…
Siga para a frente na inspecção do mundo da fantasia, e agora é a vez dos travões. O cientifico mete-se lá dentro, sentiu o cheiro forte a perfume que lá meti que até tresanda, e travou normalmente com o eixo dianteiro.
Depois puxou à frente e felizmente, o travão de mão também reagiu normalmente. Depois a verdade: travou de pé e a traseira estacou de imediato.
Ficamos todos aliviados, conto-lhe a história do bombito novo danificado:
- Isso travava mal porque o bombito que era novo afinal estava danificado.
- Isso é normal acontecer. – Diz ele com ar supostamente de entendido.
- Olhe que eu não acho, acho que novo devia querer dizer em bom estado, senão para que meto novo se está estragado logo à partida?
- Mas acontece muitas vezes…
Depois avanço, e ele vai lá abaixo “verificar” o raio que o parta. Se ele me vem outra vez com “fugas diversas” temos o caldo entornado…
Mas voltou calado, eu também não lhe disse nada, e vejo ele pegar na folha VERDE para meter na impressora.
Parece que já me safei… Entrega-me a folha, e eu vou logo ver se ainda marcou alguma coisa, mas está tudo OK, sem marcação de nada. Antes de me ir embora ele insiste ainda com o raio do farol:
- Veja lá se faz alguma coisa naquilo, é que tem uma ligeira inclinação…
- Já foi afinado, com máquina, e estava uma peça solta, agora já está bem.
- Pois, mas estes carros são antigos, já são clássicos, por isso dá sempre algum problema, os faróis não dão uma diferença luminosa muito boa, está um pouco desfocado…
- Pois, vou ver…
Um grande manguito mental, foi o que eu lhe aviei… Mas ele estava a dar-me aulas? A ensinar-me que o meu carro “é antigo e já é clássico”? Se calhar é para mim uma surpresa.
Que anedota: ainda bem que ele me ensinou que o meu carro não é novo, eu era capaz de não ter reparado que 1966 não foi ontem. E ainda tentou explicar-me que porque é antigo precisa de ter problemas. Se calhar os novos são sempre mesmo muito bons, carros isentos de problemas, e o melhor é ir já a correr para dentro de um stand endividar-me para continuar a andar de carro…
Sai daquele antro de malucos, deixei o coninhas cientifico agarrado às suas teorias, pois não é minha função desmamá-los e trazê-los de volta ao planeta Terra, e com a folha da inspecção que diz que está tudo bem, agora ainda tenho que voltar ao Jaime da Junqueira para corrigir os travões. Esta afinação “de inspecção” é uma tolice necessária, conforme se viu, para passar na máquina.
Fui para lá com os travões a roçarem, pronto a travar a 100% nos rolos. Agora tenho que rodar as “estrelinhas” de afinação, aliviando os calços. Como está, em 20km fico com as rodas quentes, tudo apertado, a carregar no acelerador para avançar e assim que alivio o pedal direito, ele omeça a travar sozinho E gasto 14 litros aos cem, em vez de 9,8… É um estupidez necessária para a inspecção, e que agora tenho que corrigir, para ver se finalmente tenho tudo em ordem.
“Dragging brakes” é a expressão inglesa: arrastar calços, travões apertados demais, para dar boa figura na inspecção, mas que prejudica o funcionamento. O motor aquece, o esforço é maior, a traseira baixa e a frente flutua, enfim, é um desacerto.
Assim que aliviar os calços traseiros, deve ficar tudo operacional, conforme e quer.
A próxima preocupação deverá ser melhorias a implementar na carroçaria e pintura. Vamos ver que oportunidades surgem.
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"
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Kastenwa
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Ainda bem que tudo terminou da melhor forma!
No entanto, são lamentáveis os excessos de rigor de alguns centros de inspecção.
Só mesmo a paciência do Miguel Brito é que resistiu a tantas contrariedades.
No entanto, são lamentáveis os excessos de rigor de alguns centros de inspecção.
Só mesmo a paciência do Miguel Brito é que resistiu a tantas contrariedades.
- André Santos
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
"... ainda bem que ele me ensinou que o meu carro não é novo, eu era capaz de não ter reparado que 1966 não foi ontem."

Brutal!
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tirolifo
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Aleluia!
Até que enfim!
e parabéns! Mais um ano sem preocupações
Até que enfim!
e parabéns! Mais um ano sem preocupações
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trukas
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
mais uns posts olímpicos.. granda carrinha..
type one addicted ...
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jcse
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Ainda bem que passou. Este ano saiu um pouco mais caro. Agora tens que fazem muitos km para amortizar o investimento.
João
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Terça de manhã, um frio tremendo, perto de 8 graus dentro do atelier, 6 graus na garagem e 2 graus na rua. Entrei para o volante da Gilda, dei à chave, ela soluçou o motor de arranque a queixar-se do frio e imaginei o assunto perdido. Deixei descansar meio minuto, dei de novo à chave e arrancou de imediato! Uma situação que não acontecia antes da afinação “made in Bidoeira”. Assim está excelente.
Agora que a coisa está aprovada, só falta o remate final: entrei na Junqueira para levantar a traseira. Subiu com o macaco, tampões traseiros para fora, e vai de aliviar as “estrelinhas” para soltar as rodas traseiras. O Jaquim a rodar a roda à mão, e uma pézada no pedal de travão estacou a rotação de imediato, por isso ficou solta a roda, mas ainda com acção directa pelo pedal, conforme se quer.
No regresso, pela marginal, uma facilidade de andamento, uma doçura ao alcance do volante, uma suavidade de curvas controladas, e tinha mais 10 km/h do que habitual.
Alguns picaram-se, o andamento fácil aos 80 atraiu uns plásticos modernos no seu encalço, surpreendidos com o andamento da Gilda. Segui para a Parede, para carregar uma enorme caixa de compras da minha esposa. O estacionamento em pleno centro, atraiu olhares, uns velhos ficaram histéricos a gritar “grande carro! Isto é que é um volkswagen! Estes é que eram bons!” E ficaram a discutir matrículas dos anos setenta, perdidos em memórias de quando ainda eram jovens e os carros normais faziam parte da paisagem quotidiana.
Encontrei o surfistaprateado, que tem um “new look”, para além de nova vida…
A Gilda está a funcionar muito bem, o consumo está a reduzir de novo, e tudo está finalmente operacional e como se deseja.
Agora que a coisa está aprovada, só falta o remate final: entrei na Junqueira para levantar a traseira. Subiu com o macaco, tampões traseiros para fora, e vai de aliviar as “estrelinhas” para soltar as rodas traseiras. O Jaquim a rodar a roda à mão, e uma pézada no pedal de travão estacou a rotação de imediato, por isso ficou solta a roda, mas ainda com acção directa pelo pedal, conforme se quer.
No regresso, pela marginal, uma facilidade de andamento, uma doçura ao alcance do volante, uma suavidade de curvas controladas, e tinha mais 10 km/h do que habitual.
Alguns picaram-se, o andamento fácil aos 80 atraiu uns plásticos modernos no seu encalço, surpreendidos com o andamento da Gilda. Segui para a Parede, para carregar uma enorme caixa de compras da minha esposa. O estacionamento em pleno centro, atraiu olhares, uns velhos ficaram histéricos a gritar “grande carro! Isto é que é um volkswagen! Estes é que eram bons!” E ficaram a discutir matrículas dos anos setenta, perdidos em memórias de quando ainda eram jovens e os carros normais faziam parte da paisagem quotidiana.
Encontrei o surfistaprateado, que tem um “new look”, para além de nova vida…
A Gilda está a funcionar muito bem, o consumo está a reduzir de novo, e tudo está finalmente operacional e como se deseja.
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Almiscarado
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Deu luta, mas a Gilda está de novo em acção! 
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Carlos Baptista
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seixasbay
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966
Ainda bem que a Gilda está de boa saude para começar 2010 em grande!
Ontem vi-a na Marginal numa rotunda de Carcavelos por volta das 17h40
Ontem vi-a na Marginal numa rotunda de Carcavelos por volta das 17h40
LIFE´S SHORT... GO SURFING!!!
Waiting for BenFas since 2007...
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