Carros velhos no passado... clássicos no presente.
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Air cool - Silvério
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Carros velhos no passado... clássicos no presente.
Antigamente quem tinha um carro antigo e o utilizava especialmente no dia a dia era considerado muitas vezes "um pobre desgraçado" e marginalizado em algumas situações por isso mesmo.
Muitas mentalidades criadas pela sociedade de consumo exigiam a compra e substituição de carros novos levando a que o nosso parque automovel antigo fosse destruido... vitima do progresso.
(Quando refiro destruido, claro que não me estou a referir à grande parte dos carros populares dos anos 80 e 90, mas sim aqueles que hoje sentimos grande dificuldade em adquirir, como é no nosso caso dos splits dos ovais entre outros modelos de outras marcas que reconhecemos interesse automobilistico.)
No entanto hoje em dia os papeis inverteram-se e tornou-se moda ter um clássico... deixando de lado a designação de velho. Actualmente e ainda bem muitos estão a voltar a possuir carros antigos, e alguns deles verdadeiramente preciosos e caros não sendo no entanto regra.
O que antigamente estava reservado a pessoas abastadas que podiam coleccionar muitos carros em que os preços eram quase aos "da uva mijona" fazendo grandes colecções, hoje em dia isso é praticamente impossivel... porque por um lado são cada vez mais raros e também mais caros.
A grande maioria das pessoas opta pelos carros populares, mais baratos e com melhores possibilidades de conseguir as peças necessárias... brotando quase diáriamente novos clubes de carochas, minis, 4L´s, 2cv.
Vimos todos nestes ultimos meses na Tv anuncios com carros e carrinhas antigas, (desde a fanta, sapo... até ao novo do millenium) disparando a procura por estes modelos.
Será que estas pessoas gostam realmente dos carros ou será apenas uma tendência ditada pela moda? passageira como todas as outras?
Muitas mentalidades criadas pela sociedade de consumo exigiam a compra e substituição de carros novos levando a que o nosso parque automovel antigo fosse destruido... vitima do progresso.
(Quando refiro destruido, claro que não me estou a referir à grande parte dos carros populares dos anos 80 e 90, mas sim aqueles que hoje sentimos grande dificuldade em adquirir, como é no nosso caso dos splits dos ovais entre outros modelos de outras marcas que reconhecemos interesse automobilistico.)
No entanto hoje em dia os papeis inverteram-se e tornou-se moda ter um clássico... deixando de lado a designação de velho. Actualmente e ainda bem muitos estão a voltar a possuir carros antigos, e alguns deles verdadeiramente preciosos e caros não sendo no entanto regra.
O que antigamente estava reservado a pessoas abastadas que podiam coleccionar muitos carros em que os preços eram quase aos "da uva mijona" fazendo grandes colecções, hoje em dia isso é praticamente impossivel... porque por um lado são cada vez mais raros e também mais caros.
A grande maioria das pessoas opta pelos carros populares, mais baratos e com melhores possibilidades de conseguir as peças necessárias... brotando quase diáriamente novos clubes de carochas, minis, 4L´s, 2cv.
Vimos todos nestes ultimos meses na Tv anuncios com carros e carrinhas antigas, (desde a fanta, sapo... até ao novo do millenium) disparando a procura por estes modelos.
Será que estas pessoas gostam realmente dos carros ou será apenas uma tendência ditada pela moda? passageira como todas as outras?
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HUGO bOSS
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Penso que um pouco dos dois tipos... uns que gostam realmente e outros por que é moda ou "giro" ter vários carros antigos.
Destingue-se pelos seus conhecimentos... e maneira de falar. Normalmente o carro fica na garagem e só sai aos fins de semana para o show off, mas de sois em dois meses... para não estragar... e pode avariar...
Fez-me lembrar a conversa dum senhor com um Mercedes, que estava a levar material para um carocha no Júlio, quase um carro inteiro, e quando lhe foi dito que eu e o Miguel faziamos parte dum grupo que ia à Alemanha em carochas ele respondeu logo:
"-E levam um reboque para ir trazendo-os de volta?". Ele disse isto a sério...
Respondi-lhe:
"-É preciso ter fé no carro! Acredito mais que ele consiga do que eu!"
Há coisas da moda... eles que os comprem, arranjem e depois que se fartem. Vendam-nos depois barato!
Destingue-se pelos seus conhecimentos... e maneira de falar. Normalmente o carro fica na garagem e só sai aos fins de semana para o show off, mas de sois em dois meses... para não estragar... e pode avariar...
Fez-me lembrar a conversa dum senhor com um Mercedes, que estava a levar material para um carocha no Júlio, quase um carro inteiro, e quando lhe foi dito que eu e o Miguel faziamos parte dum grupo que ia à Alemanha em carochas ele respondeu logo:
"-E levam um reboque para ir trazendo-os de volta?". Ele disse isto a sério...
Respondi-lhe:
"-É preciso ter fé no carro! Acredito mais que ele consiga do que eu!"
Há coisas da moda... eles que os comprem, arranjem e depois que se fartem. Vendam-nos depois barato!
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século"
""Patina" my ass, that's rust!"
Hugo Pereira
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sergio silva
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E moda tudo que se ve no ambiente dos VW´s, é moda para muita gente que descobre que para curtir cool no verao num Festival uma Kombi é jeitosa e tem historia e é um pouco rebelde porque podes comer, beber, dormir o f.... dentro e ...
até c....r eu isso nao por favor.
O mundo esta cheio de "roots"...pronto é assim e melhor que ver Camping cars em todos os sitios.
Minha opiniao
O mundo esta cheio de "roots"...pronto é assim e melhor que ver Camping cars em todos os sitios.
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Babylon by Bus
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trukas
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é a sociedade..como dizia o outro há 500 anos mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.. vivemos numa sociedade de tendências onde toda a gente se deixa influenciar por tudo e por nada.. muitas vezes são as invejas..
penso que é preciso ter um certo "paladar" para destinguir um carro velho de um automóvel.. e isso topa-se logo na pessoa que o conduz..
penso que é preciso ter um certo "paladar" para destinguir um carro velho de um automóvel.. e isso topa-se logo na pessoa que o conduz..
type one addicted ...
- Miguel Brito
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Eu às vezes uso uma expressão: não gosto de carros antigos, gosto de carros bons!...
O problema é que muitos dos carros bons são agora antigos.
Quer queiramos, quer não, as folhas do calendário não param de avançar, e o que é novo hoje, rapidamente se torna antigo.
Por isso, estar sempre na mira de dizer "é bom, porque é novo" é altamente falível, visto ser uma condição que não se pode manter por muito tempo, enquanto que a qualidade é outra coisa, que persiste no tempo, e torna um carro bom, num carro quase eterno, pelo menos o suficiente para superar o nome de velho, e ganhar o estatuto de clássico. Se superar a barreira definida dos 25 anos, e houver quem os deseje, estime, restaure ou mantenha, então percebo que esteja garantido um factor de qualidade, que torna relevante aquele exemplar, posto em paridade com outros modelos actuais.
O problema é que muitos dos carros bons são agora antigos.
Quer queiramos, quer não, as folhas do calendário não param de avançar, e o que é novo hoje, rapidamente se torna antigo.
Por isso, estar sempre na mira de dizer "é bom, porque é novo" é altamente falível, visto ser uma condição que não se pode manter por muito tempo, enquanto que a qualidade é outra coisa, que persiste no tempo, e torna um carro bom, num carro quase eterno, pelo menos o suficiente para superar o nome de velho, e ganhar o estatuto de clássico. Se superar a barreira definida dos 25 anos, e houver quem os deseje, estime, restaure ou mantenha, então percebo que esteja garantido um factor de qualidade, que torna relevante aquele exemplar, posto em paridade com outros modelos actuais.
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"
- Nirvana
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O conceito de "carro clássico" só se generalizou na população portuguesa nos fins dos anos 90.
Se recuarmos um pouco mais no tempo, ter carro e carta de condução não era uma condição essencial como nos dias que correm.
Grande parte dos clássicos chegaram até nós por casmurrice do dono em preservar (ou guardar no fundo do quintal) o seu primeiro carro.
Quanto ao papel actual dos clássicos na sociedade (e no fórum
):
Será gosto/hobbie? (Para quem perde com isto uma soma considerável de tempo e dinheiro
)
Será moda? (Quero uma carrinha igual à do sapo!!
)
Será fanatismo incondicional? (Milhares de Km por ano num 1200 @ Miguel Brito; Viagem Madeira - Alemanha @ HUGO BOSS
)?
hmmm..O que importa é que rolem
Se recuarmos um pouco mais no tempo, ter carro e carta de condução não era uma condição essencial como nos dias que correm.
Grande parte dos clássicos chegaram até nós por casmurrice do dono em preservar (ou guardar no fundo do quintal) o seu primeiro carro.
Quanto ao papel actual dos clássicos na sociedade (e no fórum
Será gosto/hobbie? (Para quem perde com isto uma soma considerável de tempo e dinheiro
Será moda? (Quero uma carrinha igual à do sapo!!
Será fanatismo incondicional? (Milhares de Km por ano num 1200 @ Miguel Brito; Viagem Madeira - Alemanha @ HUGO BOSS
hmmm..O que importa é que rolem
Ditado VW: Devagar que tenho pressa
- nezz
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por isso, e por outros factores, mantenho o Subaru e vou manter. levou agora um motor novo, que deu de si, principalmente devido ao uso abusivo que lhe deiMiguel Brito wrote:não gosto de carros antigos, gosto de carros bons!...
Se superar a barreira definida dos 25 anos, e houver quem os deseje, estime, restaure ou mantenha, então percebo que esteja garantido um factor de qualidade, que torna relevante aquele exemplar, posto em paridade com outros modelos actuais.
[center]not all those who wander are lost - J.R.R. Tolkien[/center]
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HUGO bOSS
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Oui!Nirvana wrote:Será fanatismo incondicional? (Milhares de Km por ano num 1200 @ Miguel Brito; Viagem Madeira - Alemanha @ HUGO BOSS)?
hmmm..O que importa é que rolem
Realmente não ando com o meu Carocha todos os dias, mas é o meu carro favorito, foi o 1º que registei e tenho-o desde os 18. Está parado desde que veio da Alemanha, com os autocolantes, mosquitos e lama da viagem. Ficará assim até à apresentação final na Câmara Municipal do Funchal.
Se tenho orgulho nele? O que acham?
Moda? Comigo não pega! Mas para muitos caramelos é realmente a moda, porque é fixe!
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século"
""Patina" my ass, that's rust!"
Hugo Pereira
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- Miguel Brito
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Como eu dizia, não conseguimos travar a imparável marcha do tempo, mas podemos fazer escolhas sobre que carros usar, conservar, restaurar ou consumir, dependendo da perspectiva da vida de cada um.
No entanto, outro dia, nas férias aconteceu o seguinte: um grupo de jovens de vinte e poucos anos, com boa pinta, surfistas bronzeados e com ar "cool", vieram ter comigo à Gilda e meteram conversa para saber detalhes sobre o meu carro, que os fascinava.
Estive então a "dar uma aula" improvisada no parque de estacionamento, sobre a realidade e detalhes da carrinha. A Xana, resignada aos eternos "perguntistas", esperou pacientemente que eu terminasse, me despedisse, e arrancámos com os mirones a olharem apaixonados para a gorda da Gilda. Eles iam num simples Polo de 98, atulhado de tralha, com as pranchas amontoadas a custo no tejadilho e seguras com cabos esticadores.
Fiquei a pensar no assunto, e emergiu uma descoberta: a grande diferença da década de 80 para a década de 2000, início do séc.XXI.
E reparei no seguinte: em 1980, os carochas e outros vw's "tudo atrás" eram paisagem automóvel comum, aliás rodeados de gordinis, simcas, nsu, fiat 500 e tantos outros com o motor do lado correcto. A surpresa foi para mim descobrir a "modernidade", os carros "do futuro" que foram surgindo.
Lembro-me do espanto do Uno 45, que tinha um motor todo feito por robots! Era o futuro a chegar... Lembro-me do orgulho de uma colega em 1990 a surgir ao volante do novíssimo Ford Fiesta, e os modernos Opel Kadett de traseira quadrada, parecidos com o Golf GTI, mas maiores. Lembro-me de ver na FIL o lançamento do novo modelo que ia relançar a Opel, o Ómega, e de surgir o Visa GT, o Bi-campião de rallye com uns plásticos de lado. Isso é que era! O futro era de plástico! Tal como vários componentes do Citroen BX. Portanto, e para resumir, fui assistindo ao surgimento dos "modernos", os reis do plástico, da injecção e da direcção assistida, air-bags e pneus largos. Vieram os Citroen AX, e tantos, tantos, que de repente... estávamos a mudar de século, e já quase não se viam carochas na estrada, submergidos pela maré plástica modernissima. Uma onda que varreu tudo.
E entra agora a questão daqueles jovens de 20 e poucos anos. Curiosos, interessados e genuinamente espantados pela realidade da Gilda:
- Não é a gasóleo?
- O motor é lá atrás? Onde?
- Os vidros levantam?
- Não precisa de cintos?
- O seguro não é mais caro por ser antigo?
- Mas ainda há peças?
- Como é que se encontram mecânicos para isso?
- Pode andar na auto-estrada?
Parecia que tinham encontrado um marciano e uma nave espacial saída da ficção cientifica...
E de repente percebi que eles tinham já nascido no meio do plástico, rodeados de lancias Y10 turbo, de hondas Civic VTEC, e de tudo o que achamos normal e moderno. O que eles conseguiam agora descobrir é que afinal há mais carros do que aqueles que aparecem nas páginas das revistas Turbo e na publicidade da televisão. Descobriram que há um mundo antes deste, um mundo de carros antigos, oculto das conversas diárias de chacha, e que não aparece nas revistas e jornais diários.
Resumindo: os "velhotes" como eu, descobriram os modernos a pouco e pouco, e o que me espanta são as novidades, e as mariquices, como as tampas de madeira que se mexem para tapar as saídas da climatização no VW Phaeton. Os jovens acham os modernos um dado adquirido, pelo que a surpresa e descoberta surge pelos carros antigos ainda resistentes, que vão encontrando, e lhes causa o espanto.
No entanto, outro dia, nas férias aconteceu o seguinte: um grupo de jovens de vinte e poucos anos, com boa pinta, surfistas bronzeados e com ar "cool", vieram ter comigo à Gilda e meteram conversa para saber detalhes sobre o meu carro, que os fascinava.
Estive então a "dar uma aula" improvisada no parque de estacionamento, sobre a realidade e detalhes da carrinha. A Xana, resignada aos eternos "perguntistas", esperou pacientemente que eu terminasse, me despedisse, e arrancámos com os mirones a olharem apaixonados para a gorda da Gilda. Eles iam num simples Polo de 98, atulhado de tralha, com as pranchas amontoadas a custo no tejadilho e seguras com cabos esticadores.
Fiquei a pensar no assunto, e emergiu uma descoberta: a grande diferença da década de 80 para a década de 2000, início do séc.XXI.
E reparei no seguinte: em 1980, os carochas e outros vw's "tudo atrás" eram paisagem automóvel comum, aliás rodeados de gordinis, simcas, nsu, fiat 500 e tantos outros com o motor do lado correcto. A surpresa foi para mim descobrir a "modernidade", os carros "do futuro" que foram surgindo.
Lembro-me do espanto do Uno 45, que tinha um motor todo feito por robots! Era o futuro a chegar... Lembro-me do orgulho de uma colega em 1990 a surgir ao volante do novíssimo Ford Fiesta, e os modernos Opel Kadett de traseira quadrada, parecidos com o Golf GTI, mas maiores. Lembro-me de ver na FIL o lançamento do novo modelo que ia relançar a Opel, o Ómega, e de surgir o Visa GT, o Bi-campião de rallye com uns plásticos de lado. Isso é que era! O futro era de plástico! Tal como vários componentes do Citroen BX. Portanto, e para resumir, fui assistindo ao surgimento dos "modernos", os reis do plástico, da injecção e da direcção assistida, air-bags e pneus largos. Vieram os Citroen AX, e tantos, tantos, que de repente... estávamos a mudar de século, e já quase não se viam carochas na estrada, submergidos pela maré plástica modernissima. Uma onda que varreu tudo.
E entra agora a questão daqueles jovens de 20 e poucos anos. Curiosos, interessados e genuinamente espantados pela realidade da Gilda:
- Não é a gasóleo?
- O motor é lá atrás? Onde?
- Os vidros levantam?
- Não precisa de cintos?
- O seguro não é mais caro por ser antigo?
- Mas ainda há peças?
- Como é que se encontram mecânicos para isso?
- Pode andar na auto-estrada?
Parecia que tinham encontrado um marciano e uma nave espacial saída da ficção cientifica...
E de repente percebi que eles tinham já nascido no meio do plástico, rodeados de lancias Y10 turbo, de hondas Civic VTEC, e de tudo o que achamos normal e moderno. O que eles conseguiam agora descobrir é que afinal há mais carros do que aqueles que aparecem nas páginas das revistas Turbo e na publicidade da televisão. Descobriram que há um mundo antes deste, um mundo de carros antigos, oculto das conversas diárias de chacha, e que não aparece nas revistas e jornais diários.
Resumindo: os "velhotes" como eu, descobriram os modernos a pouco e pouco, e o que me espanta são as novidades, e as mariquices, como as tampas de madeira que se mexem para tapar as saídas da climatização no VW Phaeton. Os jovens acham os modernos um dado adquirido, pelo que a surpresa e descoberta surge pelos carros antigos ainda resistentes, que vão encontrando, e lhes causa o espanto.
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"
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HUGO bOSS
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-E para abrir o vidro onde é o botão?
-O fecho central está avariado, não abriu deste lado?!
-Não tem direcção assistida?
...
São as perguntas mais frequentes que me fazem ao andar no meu Carocha...
Miguel, perdoas-lhe, porque eles não sabem o que dizem, assim como eu...
-O fecho central está avariado, não abriu deste lado?!
-Não tem direcção assistida?
...
São as perguntas mais frequentes que me fazem ao andar no meu Carocha...
Miguel, perdoas-lhe, porque eles não sabem o que dizem, assim como eu...
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
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Excelente Miguel Brito!
Pertenço à geração dos plásticos e revejo-me quando diz que um clássico é capaz de fascinar pela descoberta das suas características, que quase sempre são sinónimo de simplicidade e eficácia .
Sinto que os jovens ainda são olhados de lado por alguns "old school", por isso é que defendo que todos começaram um dia, com igual direito a gostar, preservar e usufruir de um clássico.
ahh...O fórum merece ser presenteado com o hilariante texto dos Perguntistas





Pertenço à geração dos plásticos e revejo-me quando diz que um clássico é capaz de fascinar pela descoberta das suas características, que quase sempre são sinónimo de simplicidade e eficácia .
Sinto que os jovens ainda são olhados de lado por alguns "old school", por isso é que defendo que todos começaram um dia, com igual direito a gostar, preservar e usufruir de um clássico.
ahh...O fórum merece ser presenteado com o hilariante texto dos Perguntistas





Miguel Brito wrote:e arrancámos com os mirones a olharem apaixonados para a gorda da Gilda.
Ditado VW: Devagar que tenho pressa
- Miguel Brito
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http://www.paodeforma.com/vwt2/historias/
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- Location: A long time ago, in a galaxy far, far away...
é das pequenas coisas que se fazem grandes descobertas
mas há também os jovens que cresceram com os modernos (lembro-me por exemplo, do Rover 216 Vitesse, de '86, que fomos buscar à Bélgica, que já tinha injeccção electrónica de série), mas sempre com a paixão dos clássicos. no meu caso, provavelmente influência da CB250 de setentas do meu pai, ou as férias de Verão de '89 no oval verde do Sr. Joaquim... ou então é inato...
mas há também os jovens que cresceram com os modernos (lembro-me por exemplo, do Rover 216 Vitesse, de '86, que fomos buscar à Bélgica, que já tinha injeccção electrónica de série), mas sempre com a paixão dos clássicos. no meu caso, provavelmente influência da CB250 de setentas do meu pai, ou as férias de Verão de '89 no oval verde do Sr. Joaquim... ou então é inato...
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