Mas já agora: nunca cheguei a dizer, mas antes de começar a namorar com a Xana (hoje minha esposa), já ela andava de carocha. Era um 1300 negro com interiores brancos, um carro aí de 1966-69.
Conheci primeiro uma amiga dela, a Sandra, que literalmente se atirou para dentro do karmann-ghia num encontro vw que houve na Torre de Belém. Conversa puxa conversa, e ela mais tarde acabou por me apresentar a Xana.
O primeiro encontro foi no Bar da casa do Largo, em Cascais, ia eu de 412LS. Depois conheci o carro dela, que deixava sempre uma poça de óleo onde estacionava...
Mais tarde, ao regressar da praia das Maçãs, o motor dela partiu, e ela telefonou-me a pedir ajuda...
Dei-lhe vários contactos de mecânicos, e pensei que ela nunca mais conseguisse resolver aquilo. Enganei-me, e ela era toda despachada a tratar do assunto. Ajudei-a e acompanhei-a a várias oficinas, até o motor estar reparado. O motor ficou bom e o amor estava a começar...
Mais tarde o casamento: a ida para a igreja no oval de 1956 do Ricardo Serpa, e a saída para o copo de água em karmann-ghia, a estrear as alianças.
Ah, o amor, essa coisa tão linda...
E daí para a frente, todos os dia são dias de S. Valentim...
