Peço desculpa por incoerências temporais e de texto, mas vou fazer quotes de posts noutros locais
Este 213 foi registado no dia 24 de Abril de 1987, e desde aí que andou nas mãos do meu avô. Era um regularíssimo 213SE, numa cor só disponível por encomenda (Silk Green), e o meu avô tinha pedido o tecto de abrir. Felizmente (devido ao problema de corrosão destes carros, e não só - já vos mostro o porquê), houve um engano na ordem e o carro chegou cá sem ele.





E a verdadeira pérola:

Foto datada de Maio de 1987, quando o carro era absolutamente novo! Deve de ser a sua primeira foto. E vinha com dedicatória, para o meu irmão mais velho:

E, ao arrumar o porta-luvas, mais uma pérola:




Em 2002, o meu avô começou a ter problemas com a direcção assistida (a braços, bem fortes) do carro.
Decidiu comprar algo mais pequeno (um Corsa C 1.2), mas não se quis desfazer do carro. Então, a minha mãe disse que ficava com ele, e foi o substituto do por mim tão adorado Austin Metro 1.0LS!
Os anos foram passando, e os maus tratos da minha mãe eram notórios. Tanto a nível estético, como de interiores, e principalmente mecânico, o desleixo era mais que muito.
De tal forma que o meu pai deixou de se preocupar com isso, e para ser sincero, na altura eu também. O carro não me dizia muito (para além das recordações de miúdo), pois dizia que era um carro de velho.
Mas depois, comprámos um outro Rover (para substituir o nosso saudoso Honda Concerto, que sofreu um acidente), e comecei a ver a marca com outros olhos... E o 213 também. Tanto que, aos 16 anos, quando comecei a procurar algo para quando tirasse a carta (sempre quis um Rover 45, mas na altura estavam caros demais para as minhas posses, então andava a ver mais os 414 de primeira geração).
Mas ao mesmo tempo, de cada vez que o via mais e mais degradado, comecei a ter pena, então disse que queria ficar com o carro. O meu pai até se riu na altura, pois ninguém ligava nada ao carro lá em casa... Mas depois viu que estava a falar a sério.
De tal forma que, pensava eu que desta vez era ele a brincar, um dia ele diz-me: então, quando é que se mete ali o motor do Concerto? (para quem não sabe, o motor destes 213 é o EV2, 1.3 de origem Honda, e é o antecessor do 1.4, D14A1, estando as maiores diferenças na cabeça dos mesmos)
Para "melhorar" as coisas, meses antes de tirar a carta, o 213 começou a dar inúmeros problemas de aquecimento (por volta dos 205 000km), sendo primeiro a culpa do vaso de expansão, depois da ventoínha do radiador, e no fim de um tubo metálico do circuito... O qual, segundo a Honda, "é demasiado velho para ser comercializado" (então, estranhamente, um concessionário da Rover, marca conhecida pela falta de peças, não devia ter conseguido arranjar um de um dia para o outro... Mas conseguiu.

Seja como for, estava então na hora da "reparação".

E com ela, vieram as novas panelas de escape, de origem:

Um novo tecido no forro do tecto:



Veio ainda uma antena (já andava partida quase desde que veio cá para casa
Foi forrada a chapeleira:

E feitos pequenos reparos ao nível de mecânica. Os 2 anos que o motor esteve sem rodar, não perdoaram...

Depois, tirei a carta.


Troquei os frisos do pára-choques e meti as tampas das rodas da Austin Montego que anda cá por casa (porque troquei as jantes para as do Concerto, que são de 14" e tinham pneus novos, ao invés das de 13" do 213... Para além de melhorar o comportamento do carro).

E tive um acidente.
Nada de grave, foi a 5 km/h numa rotunda, num dia de chuva torrencial, com o piso em más condições, e os pneus não ajudaram (eram uns EuroTyre SpeedEvolution, que também não valeram de muito no acidente bem mais grave do Concerto, nas mesmas condições) à minha pequena desatenção.

Nada de grave, mas uns dias depois veio algo pior: Um dos parafusos de um apoio do motor soltou-se (deve ter ficado mal apertado) e o outro, estando em demasiada tensão, partiu.
Pronto, apesar disto, passados uns dias, estava com cara lavada

E como o meu pai percebeu que aqueles pneus eram MESMO maus, veio uma prenda de Natal, em 2011... Já que era para mudar de pneus, porque não mudar de jantes?

São as de 15" dos Rover 416GTi, 216 Tomcat, 216GTi, Cabrio e primeiras 400 Tourer.
Não contente com a subida de 13 para 14, e depois para 15", ainda experimentei as jantes de 16" de um MG ZS/ZR

Mas a altura de jipe não dá com nada
Pronto, lá vieram uns Turanza ER300:

Pouco depois, comecei a queixar-me dos travões. Quando tirei as pastilhas...

E vieram também uns tapetes novos:

Assim como o começo da insonorização:


Forrei ainda a forra da tampa da mala com alcatifa, para não ficar com o contraplacado à mostra:




























































































































































