Chamo-me Fernando Santos, natural de Lisboa, mas a viver na região Palmela, pelo ambiente, pela serra, pelas praias, e seria egoísta se não mencionasse o bom vinho da região.
Estou registado no Fórum há algum (muito) tempo, pensei em escrever alguma coisa, mas tenho acabado por desistir. Hoje, como habitual dei uma volta por cá, vi os últimos post's, reparei especialmente num com o assunto "A Vida da Garagem VW?" e, por consequência decidi finalmente escrever alguma coisa.
Tenho um VW 1300 de 1968 que era do meu falecido sogro que o comprou novo. Ainda nas mães dele o carro escapou a vários negócios e propostas de venda ou troca por minha recomendação. Ao menos o meu sogro dava-me ouvidos. Quando ele infelizmente faleceu, o VW veio para minha casa onde ficou no meio dos existentes, relegado um pouco para o fundo da garagem porque eu tinha um Kadett C coupé que dei ao meu filho, tinha um Land Rover, um MX5 de 96, duas motos Triumph porque sou motociclista aficionado acima de tudo. Porém, como cheguei à conclusão que não tinha tempo para conduzir aquilo tudo, fiquei com o carro de família (o mal disposto) e comecei a venda de garagem.
Sabe-se lá porquê ficaram para o fim o MX5 e o VW. Acabei por ficar com o VW, não me perguntem por favor como se escolhe entre estes dois carros que eu também não sei explicar. Talvez porque o VW me ensinou a andar devagar, a não ter pressa, especialmente a ouvir e sentir aquele motor. Está todo original, nunca foi pintado, apresenta alguns pequenos toques a necessitar de atenção, mas gosto de o ver assim sem restauro, mas agora orgulhosamente brilhante. A pintura nunca tinha sequer levado uma passagem a polish. Fui eu que lha dei (umas três passagens) e ia ficando sem braços.
E agora se me permitem vou até à garagem.
Um abraço amigo.
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