"Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

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Miguel Brito
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Miguel Brito »

Era eu, a caminho de Lisboa...

Qual o sentido de sofrer todas as dificuldades de manutenção, gestão e reparação da Gilda? O seu usufruto, a possibilidade de manter na estrada uma individualidade própria, uma identidade autónoma, longe do carneirismo colectivo.

Assim sendo, passados estes momentos difíceis, era tempo de brilhar, fama e glória à estrada lançada.

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Uma noite no Palácio.

Decorreu esta noite, no Palácio Nacional da Ajuda, uma interessante sessão de apresentação do recente livro “D. Carlos de corpo inteiro”, da autoria do Dr. Miguel Metelo de Seixas e da Dra. Isabel Corrêa da Silva, publicado pela Editora Objectiva.

A obra foca de modo envolvente toda a vivência do Rei D. Carlos como personalidade multifacetada que era, homem do seu tempo, diversificado em interesses, e inserido numa conturbada época de mudanças, de que o seu trágico final, pelo regicídio, se torna prenúncio da mudança de regime que se iria operar.

O surgimento desta obra, no intervalo entre os cem anos da sua morte, em 1908, e a próxima celebração dos 100 anos de implantação republicana, visa colmatar uma lacuna, por muitos sentida em torno da realidade de uma figura emblemática portuguesa na viragem do século XIX para o XX.

E assim, após o surgimento a público deste recente livro, coube ao dia de hoje uma visita guiada pelos autores, ao lugar mais marcante da vida do Rei D. Carlos, onde viveu a sua infância, cresceu e reinou (entre outros lugares), o palácio da Ajuda.

Para o efeito, foram todos os convidados muito bem recebidos pela Directora Isabel Silveira Godinho, que entusiasticamente se assumiu como anfitriã de um espaço que é de todos, lugar importante na memória colectiva de um passado recente, ainda hoje fonte de apropriações e opiniões apaixonadas e contraditórias.

Recebidos em sala nobre, onde se verificou o enorme sucesso deste acontecimento, pois onde se esperavam 80 pessoas, compareceram mais de 140… Presentes vários arquitectos e elementos da Universidade Lusíada de Lisboa, diversos intervenientes comprometidos com a causa monárquica, antiquários e coleccionadores, e outras figuras conhecidas da sociedade.

A visita guiada foi ainda acompanhada por Carmina Correia Guedes, autora do livro “A educação dos príncipes no Paço da Ajuda : 1863-1884”, o que permitiu acrescentar descrições interessantes sobre a vivência daquela casa, como local de formação, estudo e divertimento dos príncipes.

Pudemos observar música ao vivo, recriando o ambiente vivido pela corte, bem como actuação de um mágico, que alegrava as noites da corte. Uma parceria da Nestlé permitiu um quente café aos visitantes, enquanto os fotógrafos da Caras e Lux enchiam a noite de flash.

Interessante observar inúmeras memórias do rei D. Fernando II (conhecido sobretudo pelo Palácio da Pena) que era avô de D. Carlos I, ainda que discretas. Inclusivamente se expõe um retrato da sua segunda esposa, a Condessa de Edla, Elise Hensler. Uma das almofadas de porta entre salas retrata a silhueta do Palácio da Pena, em topo da serra de Sintra.

De notar, numa das primeiras salas superiores do palácio, a colecção de arte japonesa, incluindo dois sabres de samurai. Existe também interessante armaria de espingardas trabalhadas, em armário respectivo. Contadores, caixas de gavetas, mobiliário diverso e avulso permite ajuizar de modo eficaz do modo como o palácio era vivido a nível de complementos e mobiliário. Ao contrário de outros locais (como por exemplo no Paço Ducal de Guimarães, muito fantasista e recente), existe aqui um manancial de informação e espólio ainda relacionado com os locais de destino inicial, com indicações precisas do modo como os espaços eram usados e mobilados.

Pelas pessoas presentes, muito informadas e conhecedoras, foi possível apreciar e recordar numerosos detalhes pitorescos da vida no palácio. Os “castigos” que o Rei D. Luiz infligia aos ministros que desagradavam, obrigando-os a assistirem a duas horas seguidas de música de violoncelo, esgotando a sua paciência.
Ou a rainha, que quando se referia ao complicado nome de Princesa de Hohenzollern-Sigmarigen preferia abreviar e simplificar, dizendo apenas, Princesa da caserna e Siga-a-marinha…
Ou notar o quadro que dá nome à Sala do Quadro da Rainha, em que a solidez da instituição Real permitiu que fosse apresentada sem precisar de nenhuma jóia: era Rainha e isso basta. Nem colar, nem pulseiras, nem anéis, apenas dois mínimos brincos discretos e quase invisíveis. Uma representação real sem quaisquer adornos, situação extremamente rara e reveladora de uma forte personalidade, para além de quaisquer jóias.

A sala do trono revela-nos a majestade que o alto tecto permite, onde brilha um lustre de tamanho adequado a tão vasto espaço. O maior valor do palácio não é a riqueza dos elementos presentes, mas sim a nobreza proporcionada por altos tectos, que destacam no perfil de Lisboa, o edifício branco em ponto elevado. A partir do seu interior, podemos alcançar vistas magnificas sobre o Tejo, parte da cidade e a margem oposta.

Diversas salas estão a sofrer obras de renovação, repondo alguns frescos tapados por intervenções mais recentes, valorizando elementos decorativos que têm sido restaurados, num trabalho evolutivo de que podemos já observar com resultados muito positivos, e muito atentos ao valor patrimonial existente.

Tivemos ainda o prazer de disfrutar de quentinhos pasteis de Belém, acompanhados por diversos vinhos de boa qualidade, que fizeram um momento muito agradável de convívio ao final da visita. Uma projecção de imagens referentes a fotografas e imagens de época, de D. Carlos, permitiu também uma vista da intimidade com a época de mudança de século.

Fica a sensação de uma monarquia seduzida pelo conforto burguês, pelas novidades e progressos do fim de século, resguardada de uma realidade mais pobre do país distante e rural, analfabeto e pobre. Genuinamente interessados no bem comum, mas filtrados da realidade objectiva pelo enquadramento palaciano, mediados por figuras ilustres, governantes, políticos, nobres, secretários, músicos, artistas, e outros, o mundo exterior chegava em diferido ao seu alcance, desfasando a sua vivência do ritmo real do país eternamente pobre.

No fim da sessão desta noite no palácio, ainda houve oportunidade de autografar o livro pelos autores presentes, e de proceder a um concurso de rifas, premiando alguns dos presentes.

Uma noite muito agradável, muito bem organizada e concebida, que permitiu vislumbrar uma amostra do que era a vida da família real em vésperas da mudança de regime, perceber o funcionamento de um palácio que era de facto uma casa de família, onde se vivia a vida em toda a sua plenitude, enquadrando as acções na realidade do seu tempo.

Um agradecimento a todos os que tornaram esta noite memorável, a começar pela Directora do palácio, aos autores, e à editora, bem como à completa equipe de apoio que levou a cabo esta realização.
Agradeço também aos meus ex-alunos presentes, à Margarida Silva, todos eles bastante interessados, e cuja paixão pela arquitectura nas suas diversas formas é prova da sua competência e dinâmica.

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Note-se também a presença da Gilda, pão-de-forma volkswagen de 1966, meu meio de transporte escolhido para esta noite de festa, recém-saída de um complexo processo de renovação mecânica, com resultados muito confortáveis a nível de uso, e de melhorias significativas no comportamento em estrada, incluindo o funcionamento da chauffage, que nesta gélida noite invernosa, permitiu um nível de aquecimento razoável e adequado desembaciamento, promovendo assim a segurança na estrada.

Com sistema de travagem traseiro completamente renovado, caixa de velocidades nova, ajuste da suspensão dianteira, renovação da cavilha de comando da direcção, faróis renovados e focados, tudo flui de modo mais positivo, integrado e com facilidade de uso, promovendo o aumento da segurança activa, garantia de uma condução renovada e mais segura.

Uma noite para recordar, uma noite no Palácio Nacional da Ajuda.

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A "Gilda" e o "Galo da Ajuda": a torre sineira com este nome possui no topo do campanário um catavento com um Galo. Neste terreiro encontra-se isolada esta torre, única parte remanescente de uma Capela Real e de uma Biblioteca e laboratório de Fisica, existentes aquando da "Real Barraca", edificio provisório de madeira que albergou a família real depois do terramoto de 1755.
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"

Carlos Baptista
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Carlos Baptista »

Bela prosa!
A presença da Gilda deu um toque de beleza nocturna à fachada do palácio.
Quanto aos agradecimentos: Não sei se os seus destinatários terão conhecimento deles.
Eles não vêm aqui ao forum! :D

Por falar em El-Rei D. Carlos, Sua Magestade chamou a Vila Viçosa, Luís Bernardo Valença, no sentido de verificar se este, aceitaria ou não, o cargo de governador de S. Tomé.

Segundo Miguel de Sousa Tavares, no seu livro "Equador"este, relata que o citado Luís Bernardo, tinha que apanhar o comboio das 17.00 horas (em Vila Viçosa)para vir jantar a Lisboa.

Ora bem, estávamos em 1905, os comboios eram a vapor e paravam em todos as estações.
Ao mesmo tempo, faziam o transporte de mercadorias e, nas estações, o pessoal apeava-se do comboio para ir verter águas e não só.

Havia tambem vendedores que vendiam fava rica e pequenas bilhas de água.

Em face do exposto e partindo do princípio que ainda havia que apanhar o vapor para Lisboa, a que horas é que o rapaz jantou?!

Deve haver aí qualquer coisa que está mal contada. :D
Mas o Luís Bernardo suicidou-se!
E tudo, por causa daquela inglesa tentadora de homens, insaciável e ninfomaníaca que me fez recordar certas coisas do passado.

Ainda por cima o marido era corno. E sabia!
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Miguel Brito
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Miguel Brito »

Os agradecimentos são públicos e para reconhecimento de todos. O mesmo texto, com ligeiras variantes, teve outros destinatários.

O principal interesse em contar aqui toda esta história é para se perceber as voltas que a vida dá: num dia estou deitado debaixo da Gilda a esfregar o óleo, no outro estou na Sala do Trono do Palácio da Ajuda, sentado em cadeira dourada e veludo carmesim, a beber vinho moscatel e a provar pasteis de Belém, em ilustre companhia.

Os carros só são uteis no destino que se lhes dá, e por isso sigo a máxima de tentar sempre "menos oficina e mais quilómetros", fazendo deles parte integrante do nosso viver, definição de um estilo e apresentação.

Por isso não me parece agora útil enveredar por algum restauro "eterno" de uma perfeição que afasta o carro da estrada, do seu habitat natural, remetido para uma utopia de perfeição, que simplesmente me deixa a pé, ou pior, remetido para a desculpa de necessidade de um qualquer clone plástico a fumar diesel.

Enquanto puder andar em VW clássico, isso torna-se útil no quotidiano, não se soma a outros carros actuais mas que são inúteis na definição de um modo de vida, que integra os clássicos como utilidade no nosso viver.

Volkswagen sempre, os clássicos são eternos, tal como o valor clássico do Palácio da Ajuda, e da não menos fabulosa torre sineira do "Galo da Ajuda".
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"

Carlos Baptista
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Carlos Baptista »

Eu tambem sou assim!
Tão depressa estou debaixo das carrinhas, como logo a seguir estou de volta do tractor!

Ele é freze, ele é charrua! Marcha tudo!
Pastéis de Belem, aqui na charneca é que é mais difícil! :D
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Miguel Brito
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Miguel Brito »

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Um almoço em Lisboa, entre clássicos de outras "raças": mini, 4L, Triumph, etc. Foi o almoço de Natal do ClássicosOnline.Net de Lisboa, neste sábado passado. Interessante momento de partilha e conversa, em que pude observar uma interessante colecção de emblemas para automóvel.

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Ficou no ar um pedido: caso alguém saiba quais as cores usadas nos emblemas da companhia de camionagem MURTA de Portalegre, poderá então completar-se o restauro de alguns emblemas em falta.

Abraços, e boa semana até ao Natal!
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"

berto53
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by berto53 »

Miguel, boas, por favor entra em contacto comigo, tens PM. e mensagem no voice mail,;)
obrigado.
rui

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Miguel Brito
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Miguel Brito »

RESUMO ANUAL 2009
Kastenwagen 21 Splitscreen “Gilda”


Foram realizadas as seguintes intervenções na “Gilda”, ao longo deste ano que terminou, de 2009:

Valvulina (Jaime Junqueira)
Seguro Anual (ACP-Liberty)
Valvulina (Jaime Junqueira)
Inspecção obrigatória (Cascais)
Jantar com Jaime (Alenquer)
Gasolina idas Bidoeira
Reparação e substituição caixa velocidades (Álvaro Bidoeira)
Reinspecção (Pampilheira)
Bombito traseiro, lampada, troços (Júlio Monteiro)
Lanche Jaime (Junqueira)
Mão-de-obra Jaime, Bidoeira
Lampada farol e afinação luzes (Auto Luso-Alemã)
Reinspecção (Pampilheira)

O total das despesas acima discriminadas somou 1.618,33 euros, o que vem a dar a média de 134,86 euros/mês. Inclui, conforme se nota, absolutamente tudo, incluindo Seguro obrigatório. Não está aí contabilizada a gasolina gasta.

A quilometragem anual somou 5139 km’s, feitos em estilo, azul e branco (monarquia...) de 1966, o que dá o valor médio de 428 km’s/mês.

A gasolina gasta ao longo destes 5139 km’s foram exactamente 655 euros para aproximadamente 503 litros de super 95 octanas. O que vem a dar 54,58 euros/mês de gasolina.

A média geral de consumo é assim de 9,80 litros/100km’s, no geral. O que está absolutamente de acordo com os manuais de especificações de época.

O total de despesa de uso soma assim 134,86 euros/mês de manutenção a 54,58 euros/mês de gasolina, para um custo combinado de 189,44 euros/mês para realizar 428 km/mês.
Este valor inclui tudo, despesas diversas e gasolina.
Este é o custo total absoluto de uso efectuado no ano de 2009.
Vem a dar 44 cêntimos por km.
Note-se que a execução dos trabalhos de renovação dos trens rolantes dianteiro e traseiro veio duplicar neste ano a despesa por km, passando de 20 cêntimos/km em anos anteriores, para os actuais 44. No entanto, para um cálculo combinado, envolvendo diversos anos de uso e manutenção, os valores reduzem-se naturalmente.

Não há depreciação económica do veículo a considerar, antes pelo contrário...
A cotação das carrinhas mantém-se alta, consequência da abundante publicidade com recurso a estes veículos, presentes em diversos meios de comunicação, mantendo o imaginário colectivo aderente a esta realidade.

De notar que recaiu sobre este ano intervenções mecânicas profundas, que vinham sendo adiadas por três anos anteriores. Essencialmente:

- Correcção do pendural da direcção, com novo veio introduzido,
- Lubrificação completa e correcção da suspensão dianteira,
- Substituição da caixa de velocidades (a primeira marcha engatava mas saltava livremente), limpeza geral e correcções avulsas,
- Novos bombitos traseiros, rectificação de polies, novos calços.

De notar que o uso e facilidade de condução se alterou drasticamente para melhor, com comportamento mais equilibrado e previsível, reduzindo os riscos na estrada, promovendo a segurança, por adequação dinâmica de direccionalidade e capacidade de travagem.

Melhores condições mecânicas significam segurança aumentada, pela melhoria de condições dinâmicas de uso. Segurança não pode ser apenas comprar novos modelos com mais segurança passiva, com ênfase nos sistemas pós-embate, mas sim garantir a melhor eficácia de funcionamento por forma a evitar o acidente. O objectivo deve ser não bater, e por isso se deve promover as melhores condições de funcionamento possível.

Esta complexa intervenção, envolveu a colaboração integrada de duas oficinas, “Fuscomania” da Bidoeira, e “Autoreparadora da Junqueira”, com resultado muito satisfatório. Regista-se também o apoio prestado pelo “ACP” no transporte da Gilda. A gestão do processo de intervenção mecânica, exigiu 1555 euros, que no entanto permitiram poupar mais de 6 mil euros previstos em outra oficina... Foram também executados os trabalhos em 1 semana, ao contrário de mais de 12 semanas, 3 meses, previstos em outra... O meu empenhamento pessoal exigiu mais de 55 horas pessoais investidas na resolução dos problemas, mas incrementando o valor da Gilda numa percentagem não negligenciável. O capital de valor foi actualizado, pelo que a intervenção realizada garantiu mais valias superiores à inversão realizada. A cotação subiu, as melhorias são evidentes, a facilidade de uso aumentou, a segurança duplicou, e a despesa foi contida em limites razoáveis.

Assim sendo, segue-se um novo ano, sempre a somar km’s.

Proteja a Natureza e os limitados recursos naturais: diga não à produção e consumo descartável de carros novos. Melhor que reciclar é reutilizar, manter e não descartar.

VW clássico, para um mundo melhor e mais feliz!

“Errar não é opção, VW é a solução!”
(Frase do Guru, origem a 17 Janeiro 2007)



Actividade desenvolvida:

Logo a 17 de janeiro de 2009, uma ida a Lisboa para a XIII Tertúlia Sportclasse, organizada por Ricardo Grilo, tendo no entanto um papel secundário, de mero transporte.

Mesma situação, a 24 de janeiro, para visita à partida do Encontro de desportivos Ingleses, organizada pelo ACP-Clássicos, na Praça de Londres, em Lisboa.

A 1 de março, presença no encontro VW mensal em Cascais, junto da baía, bem como em 5 de Abril.

A 17 e 18 de Abril, a Gilda permitiu fazer a cobertura do rallye das camélias, o tal rallye onde houve ausência absoluta de repórteres das revistas de clássicos, omitindo-se o evento da revista Motorclássico, situação que foi muito censurada e comentada, pelo ridículo dos jornalistas que “trabalham” durante a semana, onde não há encontros, mas ficam em casa ao fim de semana, quando há encontros. Era o mesmo que um padre não ir à Missa ao domingo, mas estar sempre na igreja durante a semana...

A 4 de Junho presente no “Night Cruise” em São Pedro do Estoril.

A 14 de Junho uma visita ao autódromo, mas como visitante, sem participar.

Em 2 de Julho mais um ”Night Cruise” com elevado sucesso, o tal em que houve sessão nocturna de oficina.

Presente no BBQ do Fórum GaragemVW, na lagoa de Óbidos, em Julho de 2009.

A 8 de Outubro, no “Desfile Zoe Fashion”, complementar à abertura da “Moda Lisboa”, onde brilhou na noite de Cascais, onde estiveram presentes modelos diversos, incluindo Diana Chaves.

A 9 de Outubro, grande sucesso na “Noite de Sintra” integrada no “Rallye Histórico de Portugal”, onde a Gilda brilhou, sendo o carro não participante mais fotografado...

10 de Outubro na Marina de Cascais para o Slalon final do Rallye Histórico.

Para além da complexa gestão de oficinas ao final do ano, estive presente no encontro mensal de Cascais, a 6 de Dezembro de 2009.

Terminaram-se as actividades a 16 de Dezembro de 2009, na Noite cultural no palácio da Ajuda, para os festejos do lançamento do livro “D. Carlos de corpo inteiro”.

Foram assim 5139 km’s activos de muito sucesso e esforço, abrilhantando as nossas estradas, lugares e gentes.

Segue-se um novo ano, sempre a somar km’s.
VW clássico, para um mundo melhor e mais feliz!
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"

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Nirvana
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Nirvana »

Gosto muito destes report's anuais, demonstram organização e permitem ter uma real percepção e controlo dos custos.

Porque é que alguns lanches e jantares (do dono) aparecem discriminados na lista da Gilda? :twisted: :lol:

Obrigado pela partilha, resta desejar bons Km's em 2010!
Ditado VW: Devagar que tenho pressa

pedrosplit
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by pedrosplit »

sem duvida que o premio do VW do ano 2009 vai para a gilda:)

e quando vinhas a coimbra dar aulas? quantos kms fazia o expresso por ano? 8)
esse sim ganhava sempre o VW do ano :)
Teoria do Caos

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Miguel Brito
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Miguel Brito »

BUM!... Um estoiro enorme ressoou na rua. Parei a Gilda ainda na dúvida do que se havia passado. Ouvi um estoiro enorme mesmo ali ao pé, mas nem sei quem havia batido. E como nada senti ao volante, nem trepidação nem nada, estranhei o acontecido. Parei, olhei para fora e vi toda a gente a olhar para ali, pelo que sai a ver o que se passava.

Encontro um jovem que sai de dentro de um Peugeot estacionado muito espantado a olhar para mim. Então? Pergunta ele. Então o quê? Pergunto, sem perceber o que se passa. Ele olha para a frente do Peugeot e diz-me: Então veja lá o estado em que isto ficou…
Olho para o carro e vejo a frente toda destruída, o pára-choques arrancado, tudo partido. Mas… fui eu que fiz isso agora? Pois foi, passou mesmo à justa, ainda lhe ia apitar, mas não fui a tempo e bateu aqui na frente partindo isto tudo.
Ficamos os dois muito espantados: eu a olhar para a frente do Peugeot toda partida, tudo num caos, dobrado e torcido, e ele espantado a olhar para a Gilda, à procura de algum sinal de estrago, e nada tinha… Nem sequer o pára-choques riscado. Mas como tal coisa é possível? Uma frente destruída e nada acontece na Gilda?

São sempre os problemas do costume: erros, falhas, nervoso e cansaço, nunca dão bom resultado na estrada. Costuma dizer-se “se conduzir, não beba”, mas ninguém alerta para os estados alterados, de stress, de estar transtornado e a pensar em tudo menos no acto de conduzir.
A noite anterior havia sido demasiado desgastante, e a noite anterior a essa pior ainda. Uma discussão parva e descabida, arrastando equívocos até às 3 horas da manhã. Depois o dia seguinte, de preocupação e assuntos mal resolvidos, que levam a outra noite de drama, sem nada se pacificar.
Isto tem de parar algum dia. Era meia-noite e estava na igreja de São Domingos de Rana, aberta para confissões.

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Mas nem a Epístola aos Romanos, 12:9-16 me serviu de lição. Erros e desenganos, cansaço acumulado, nada favorecem o bem-estar. Nada melhorou na noite seguinte, mais discussão até tarde, e chegamos à manhã fatídica, sexta-feira de asneira…

Sigo para Lisboa cedo demais, nem sequer sei porquê, e decido ir primeiro ter com o Jaime à oficina da Junqueira. Assim, desço a Calçada da Ajuda, mas como vejo o cruzamento congestionado na Chique de Belém, atalho pela Rua do Embaixador, de sentido único. Acelero entre as duas filas de carros estacionados em ambos os lados da rua, e também aí vejo o trânsito parado lá ao fundo, com um camião de entregas a bloquear a passagem.
Resta assim virar para a apertada travessa que me leva de volta à Rua da Junqueira, mas exige uma manobra difícil, porque muito apertado o espaço e bastante bloqueado com muitos carros.
Quase parado, muito devagar, chego a Gilda à esquerda para depois a inclinar para a direita, podendo meter marcha-atrás, recuando a traseira e alinhando a frente para conseguir entrar a direito na travessa. Era precisamente essa manobra que eu estava a iniciar, quando encostei a Gilda à esquerda, passando junto ao Peugeot estacionado, que me fez destruir involuntariamente a frente do Peugeot…

O jovem olhava espantado para a Gilda incólume e eu preocupado via a despesa de uma frente toda nova do Peugeot… bem, está visto que temos de preencher papeis… disse ele. Nesse momento, tive um rasgo de inteligência, um flash que me levou a sugerir a solução:
- Mas quer mesmo resolver isso ou quer preencher papéis? - Perguntei.
- Eu quero é isto arranjado. Mas porquê?
- Porque é um acaso, mas eu ia agora precisamente a uma oficina aqui ao lado. Se quiser, venha comigo, e podemos pôr já isso a arranjar, para se resolver o problema.
- A sério? Mas é aqui ao pé?
- Nem 5 minutos. É aqui logo a seguir aos semáforos. Venha atrás de mim, entra lá e vemos logo o que é necessário fazer.
- Então está bem, deixe-me ir só chamar também a minha namorada.

E arrancamos os dois, eu na Gilda que nada tem, e ele coma frente pendurada e dobrada do Peugeot 107. Entramos minutos a seguir os dois na oficina da Junqueira, e o Jaime e o Joaquim espantados a olharem para o 107 todo torcido.
- Então que se passa? - Pergunta o Jaime.
- Olhe, já fiz estragos, parti a frente deste 107, por isso já lhe arranjo mais trabalho para fazer…
O Jaime ria-se e dizia: você gosta disto… todos os dias arranja qualquer coisa para estragar, não sai daqui, nem que tenha que partir os outros para cá voltar… continue assim, que o mal dos outros é o meu bem!

Pega-se na gambiarra, abre-se a tampa do motor, olha-se de um lado e de outro, mexe-se e empurra-se, toca-se nas peças torcidas, e o Jaime depressa faz o veredicto da coisa:
- Ó senhores, isto foi mais o susto que o estrago… Não está assim tão mal como parece. Alívio de todos, eu pela redução do custo, o condutor Pedro, pelo facto de se conseguir resolver facilmente, e a namorada, abalada por tudo, já mais sossegada. O Jaime continua a investigar, olhando para tudo por cima e por baixo. Surge assim a explicação do acontecido:
Você passou tão perto, tão peto do 107, que ao virar, a ponta do pára choques traseiro da Gilda enganchou na cava da roda dianteira do 107. Fez força, partiu o resguardo (o “curvão”, em brasileiro), rebentou molas e fixações, saltando para fora e ficando a frente visualmente torcida. Como torceu e não partiu, é de plástico e pode ser aliviado e reencaixado. Isto precisa de um resguardo novo, de molas, de desarmar tudo, e voltar a fixar e encaixar. Quanto à pintura, pode ser que dê para polir, ou então terá que ser pintado. Mas isso agora não se consegue saber.

Perante isto, naquele momento aliviou-se as fixações do pára-choques, encaixou-se conforme possível, meteram-se umas braçadeiras plásticas, e ficou mais ou menos fixo no lugar.
Assim, o dono já podia levar o carro para o fim-de-semana, voltando na segunda-feira para montar tudo como deve ser.
O Jaime encomenda já as peças necessárias, nesta sexta de manhã, e na segunda-feira basta tratar de tudo, e ficará pronto ao fim do dia.
Com tudo em ordem, tudo combinado, decidimos ir até à pastelaria ali ao lado para tomar qualquer coisa, para alívio desta confusão toda.

E assim, foi possível conversar um bocado, descobrir que o condutor Pedro, está num mestrado em Filosofia, que a namorada é estudante de História, e ainda ficamos ali um bocado à conversa.
Curioso o modo como as pessoas se podem conhecer e encontrar. Um estúpido acidente que foi oportunidade de encontro, de diálogos e troca de experiências. Muito simpáticos, os dois, entusiasmados pela vida e pelos cursos respectivos, falámos de aulas, e de tudo um pouco, e quando voltámos à oficina, trocámos números de telefone, desejámos bom fim-de-semana e despedimo-nos até segunda, para acabar de se resolver tudo. A vida tem histórias bem curiosas. Os dias dão voltas e revelam surpresas inesperadas. Cada dia tem surpresas que não lembram a ninguém: partir a frente de um 107, descobrir nada acontecer na Gilda, perceber que afinal a resolução é fácil, e acabar com dois novos amigos, e novos clientes da oficina da Junqueira, tudo demonstra as surpresas que uma mera sexta-feira pode encerrar. E curiosamente, tudo se resolvia ainda antes do meio-dia, hora a que tinha trabalho. É caso para dizer que tenho sorte dentro do azar…
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"

Carlos Baptista
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Carlos Baptista »

Agora é só engatar esse tal Pedro para arranjar um carocha!
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nezz
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by nezz »

a história das nossas vidas fazem-se destas pequenas coisas, dos pequenos infortunios
pode ser um motivo para comprarem um carro a sério
[center]not all those who wander are lost - J.R.R. Tolkien[/center]
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mpTUNA
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Location: os passos em volta do mundo,do Cervin-Zermatt a´ serra do Marao ...

Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by mpTUNA »

"Qual o sentido de sofrer todas as dificuldades de manutenção, gestão e reparação da Gilda? O seu usufruto, a possibilidade de manter na estrada uma individualidade própria, uma identidade autónoma, longe do carneirismo colectivo.

Assim sendo, passados estes momentos difíceis, era tempo de brilhar, fama e glória à estrada lançada."


Identifico-me bastante com este conjunto de palavras…

Obrigado pela visita que me foi facultada, ainda que virtual, mesmo a 1800 e tal km de distância, e recheada daquela flamejante eloquência do costume, frases extraordinariamente bem esgalhadas, a que já estamos habituados…
Nenhum carro criou laços tão pessoais com seus donos e foi tão humanizado no imaginário mundial quanto o VW Carocha..."um automóvel para as MASSAS"

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Miguel Brito
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by Miguel Brito »

Mais um dia normal...

Era cedo, talvez 10 horas da manhã, na bomba de gasolina barata do Jumbo de Alfragide. Eu aguardava na fila com a Gilda, para abastecer 20 euros de gasolina 95 a 1,31 euros/litro, em vez dos usuais 1,43 euros/litro, o que me permite fazer 155 km em vez de 142 km, ganhando assim 13 km a mais, bastando para isso sofrer os 20 minutos dos “carrossel”, a fila de espera avançando lentamente.

Desta vez, a coisa até avançou depressa, e um dos carros que já tinha acabado de abastecer, ao sair, ficou todo baralhado à minha frente, com o homem a esbracejar muito direito à Gilda. O que é que ele quer agora? Não se percebia o que dizia, e ele entreabriu o vidro do Passat Variant azul escuro de 1996, parecendo que falava sozinho:

- Pois… uma dessas… era igual, ó caraças que era… gandas carros, e uma vez… é que era assim mesmo á maneira… a modos que… ca coisa era nessa época… das que haviam de ser, era boisquewagem, era, era, era igual… à pois é que era.

Pronto, já me saiu um cromo de bigode, daqueles que falam sozinhos, e nada se entende…
Deixou o Passat desligar-se, voltou a ligar, arrancou e seguiu para diante, mas estacionou na berma, saiu a pé e veio direito a mim. Pronto, já não me safo…

- Era uma dessas. Já tive uma dessas!
- Ai sim… Que bom. Eu tenho esta. – Respondi, sabendo que dissesse o que quer que fosse, ele ia engatar sozinho a recordar os “bons velhos tempos”, em que era sempre tudo melhor que “esta merda, ó caraças, que os tempos estão difíceis”.
- Eram muito antigas, mas aguentavam tudo. Ainda era a 4 volts!
- A 4 volts? – Esta ainda me conseguiu surpreender. Ouve-se cada coisa… E eu que só quero meter gasolina, e a fila que não anda.
- Era, era, a 4 volts! Era mesmo dessas. E vendi-a à pouco tempo. Enfim, quase que a dei. Vendi-a por 20 contos. Os rapazes engataram-me para a vender, e eu fui na conversa.
- Por 20 contos? – Perguntei, imaginando que ainda foi no tempo dos escudos, por isso, não foi assim há tão pouco tempo como ele quer fazer crer.
- Pois, se soubesse, não a tinha vendido. – E apontou para a minha, como se o facto de eu estar ali a andar, inspeccionado, completo e legal na via pública fosse uma espécie de osmose que passassse por contágio para a tal carrinha que vendeu, tornando a ex-carrinha dele perfeitamente viável como a minha.

Via-se que estava incomodado por ter vendido a dele, porque a minha ali estava em andamento, do modo que já não tinha a dele, e apontava para o Passat de 1996, torcendo a cabeça em ar de reprovação. E claro, continuava a falar sozinho:

- Vendi-a nem sei para quê, os gajos engataram-me, e agora tenho aquela merda (e apontava para o Passat), que já não é a mesma coisa. Aquilo fazia tudo, fazia fins de semana, metia a família toda lá dentro, corria o país todo. Cobertores, umas mantas, garrafões e cesta com comida e lá íamos ver as serras, para as barragens no verão. Um garrafão para lavagens, alguidar para a louça, dormíamos como calhava, aquilo aguentava tudo. Aquilo nunca avariava, fizemos grandes tempos naquilo. Agora já não é a mesma coisa, anda-se sempre a correr, é tudo muito depressa, muito rápido na auto-estrada, mas depois um gajo corre para quê? Já não se dorme no carro, é sempre pra voltar para casa tarde, andamos às pressas para perder tempo, paciência, e gastamos a vida a ir e vir. Bons tempos, já não voltam. Era outra coisa, gozava-se mais, era melhor, e eu também era mais novo. Olhe, estime-a bem…

E foi de regresso ao passat, entrou para o carro sempre a olhar para trás, para a Gilda, igual à que teve mas já não tem, e arrancou, numa nuvem de fumo preto a cuspir diesel.

E desapareceu, ainda e sempre a falar sozinho, de uma vida que teve, mas que já não tem, porque resolveu ser “moderno” e igual aos outros todos, mas que afinal, nem por isso são mais felizes.
"Um carocha por dia, dá vigor e alegria!"

seixasbay
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Re: "Gilda" - Splitscreen Pão-de-Forma de 1966

Post by seixasbay »

EU quero ser esse "gajo do bigode" ... mas na fase em que ele ainda tinha a carrinha! :mrgreen: :mrgreen:

Para "correr o país ... e as barragens.. e dormir la dentro... e garrafões... e comida"

Só me falta a p... da carrinha estar pronta!!! :evil: :wink:
LIFE´S SHORT... GO SURFING!!!
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