As crónicas do tio Baptista ( Facebook.........Só espero que ele não fica chateado comigo.....

)
Partilhei aqui simplesmente porque gostei da aventura.......
Já que ele não publica aqui no forum.....
Já agora um abraço para ele......
-Dei apenas uma voltinha. Coisa de pobre!
Montado numa velha ambulância de 1993, adaptada a auto vivenda, atrevi-me a rolar pelas nossas estradas, munido de um gps, mas que, por ironia da minha incompetência, não está actualizado.
Eu bem meti lá que não queria estradas com portagem; mas o sacana mandou-me para estas que agora têm umas balizas com uns holofotes - e que antes de lá chegar-mos diz logo quanto é que nos vai custar o golo.
Pinga aqui, pinga ali e ao chegar ao fim já me doía a barriga.
- Cambada de chulos!
Ou vamos a marcar golos, ou levamos com a merda de uns atalhos que nem no tempo dos cantoneiros estavam tão maus.
Ainda me recordo de uns senhores que andavam com uma farda; onde o chapéu era, em muito, semelhante ao que os escuteiros usavam antigamente.
Lá andavam eles, de carrinho de mão, a tapar os buracos da estrada e, cada buraco transformava-se numa borbulha; talvez na esperança de que, com o tempo, aquilo baixasse um pouco. Mas não baixava.
- Deixei-me ir, ao sabor do conforto do piso, pensando que, um dia não são dias!
-Também, era só uma semanita - à pobre!
- Fui para o norte! Gosto do norte e da sua gente!
Come-se bem, bebe-se bem e gasta-se pouco.
Mas existem algumas lacunas - e é pena! Pede-se um pão com manteiga e levamos com margarina.
- O menina! Desculpe. Pode-me mostrar o pacote da manteiga que me pôs no pão?
- Concerteza!
- E eis que aí vem a moça, na sua "ingenuidade" com uma barra de margarina, enorme, daquelas que se usam na cozinha para fritar os bifes.
- Bebi o galão - e ficou lá o pão! É claro que fui tomar o pequeno almoço a outro lado. Aí, já ia com ela engatilhada e, antes que fosse comido, perguntei logo que manteiga usavam. Do melhor! A senhora mostrou-me o pacote da manteiga - precisamente aquela que eu uso em minha casa.
-Ora saiam lá dois papo secos bem amanteigados - que o povo é de alimento!
Ah! E tive que beber outro galão! Pois claro.
- Depois, pedi uma bica. Lá veio ela - quentinha e cremosa. Estava uma maravilha!
O preço da bica? 0,40 €. E esta!!!
Os papo secos com manteiga, foram 0,60 €. É claro que voltei lá mais vezes - e voltarei sempre.
- Em Cinfães, não gostei nada daquela das obras mal sinalizadas; em que temos que andar às voltas, sem qualquer sinalização alternativa. Aquilo está feito para os que lá moram. Quem é de fora, lixa-se!
É ver o povo na esplanada a rir, por já ter visto aquela carripana passar ali por duas vezes. Mas lá dei com a saída!
- A menina do gps - essa então - estava louca:
-Vôlte trás logo que possível! Dasssssss! já estava farto dela.
- Fui navegando mais para norte, até à cidade berço. Tudo bem!
- Incinerei uma francesinha - que me soube pela vida!
- Aquilo sim, são francesinhas! O meu sobrinho Vitor sabe da poda.
Quem quiser uma francesinha à maneira, vá ao Tropical, em Ponte - Guimarães e diga que vai da minha parte. Tem direito a comer sentado, com talher, num prato e com a amabilidade que lhes é costumeira! O preço? Uma agradável surpresa!
- Comecei a navegar para sul e fui até uma praia fluvial. Bonita! Linda! Famosa!
- Dizem que é vigiada; mas não vi o nadador salvador.
Como eram 11.30, ainda não devia ter entrado ao serviço. Ou então era um daqueles paisanos que por ali andavam a passear.
Verdade que não havia ninguém dentro de água. E alem disso, ela devia estar fria!
- Fui aos sanitários para me aliviar! Pois é!
Em nome da higiene, as sentinas, são daquelas tipo tropa; em que os jovens se agacham facilmente e ficam com as "nalgas" salpicadas, quando o dito cujo cai na água de meio metro de altura.
-Pena que não tivessem pensado na terceira idade! É que os idosos já não se conseguem agachar para fazerem as suas necessidades naquelas sentinas.
Será que foi feito assim de propósito?
Lá me tive que aguentar até à próxima paragem.
-Parei num restaurante no meio de nada; mas que até está muito bem decorado.
- Uma senhora, toda emproada e com cara de patroa, ralhava com a empregada, como se esta fosse uma anormal. Aquilo eram só atestados de estupidez!
A pobre, tinha que adivinhar qual era a posição em que a patroa queria que ela colocasse as mesas.
- Ó Ângela! Não é assim! É assim! - E gesticulava, com ar de enfarte.
Coitada da moça, nas mãos daquela tratante!
- Ao que as pessoas se sujeitam, para ganharem uns trocos!
- Eu, ao balcão, a beber uma bica e um copo com água e a assistir àquela cena.
Confesso que perdi a vontade de cagar!
- Ainda fui até à retrete a ver se conseguia alguma coisa...mas nada!
- O meu sistema nervoso não se dá bem com estas situações.
- Um ser humano a rebaixar outro - e na presença de clientes!
- Paguei e pus-me a andar dali para fora.
Continuei a navegar para sul! Unhais da Serra. Lindo! Uma praia fluvial e um castanheiro, onde eu tive o atrevimento de cortar uma pernadinha com três ouriços, para fazer uma decoração.
- Almocei na Covilhã. Um restaurante num supermercado que serve bom e barato.
Comi umas bochechinhas de porca que foi um espetáculo. A conta? Uma agradável surpresa: 12.00 € para duas pessoas.
Segui viagem - mas não me consegui aliviar! Só comia - mais nada.
Ah! E bebia.
Foram algumas horas agarrado à roda, até chegar a casa.
Ah rapazes! Minha rica casinha!
-Fui direito à cagadeira e então aí sim! Foi um fartar vilanagem.
-Tive que puxar o autoclismo três vezes.
seventropical......
