Desculpem lá ressuscitar este tópico, mas tenho uma razão: comprei aqui à dias a revista portuguesa "Quattroruote", mensal, nº8 de Fevereiro de 2007, (ao preço de apenas 3 euros...), e descobri a reportagem do Rolls-Royce Phantom, "Um ensaio de luxo", págs 80-85.

e qual não é o meu espanto, quando começo a olhar para a matrícula, e a pensar que já tinha visto este carro algures...
Pois é, foi nesse dia 28 de Dezembro, que me cruzei com o RR, que ia a caminho do ensaio fotográfico no Penha Longa Hotel & Golf Resort...

De facto, o carro é o mesmo.
Sugiro, se quiserem, que comprem a revista e vejam com atenção o artigo sobre o Phantom. Fartei-me de rir. Quanto mais vejo os outros carros, mais gosto do meu...
E não, não é inveja, ou paranóia de quem não pode comprar um RR, e por isso desdenha.
Vejamos alguns comentários meus:
1- Será que eu queria um carro de 6749 cm3 ?
Com 2500 kg de peso (e consequente desgaste de pneus para jantes 21 polegadas), e quase 460 cv de potência, gasta facilmente mais de 30 litros/100km... O KG gasta 7,50 litros/100km.
2- "É o automóvel de série mais caro do mundo" (Bernardo Gonzalez)
Duas questões que incomodam: "de série", ou seja, igual ao de todos os outros que comprarem outro igual. Há repetidos... São feitos 800 por ano, e há iguais. O meu KG foi reconstruído para mim, não há nenhum exactamente igual. Eu não uso carros de pronto-a-vestir, iguais a todos, só uso carros feitos por encomenda, e para isso não é preciso gastar 458000 euros...
A segunda questão que incomoda, é o preço. Caro demais para um carro feito em série.
3- Uma questão curiosa em relação ao preço: diz na fotografia "458000 euros (valor de 2006)", e realmente, a matrícula é de Janeiro de 2006, e estamos já a um ano depois, em Fev 2007.
Eu suspeito do seguinte: o carro em causa foi adquirido e logo matriculado pelo importador (SIVA) no início do ano passado, com o intuito de o tornar mais apelativo ao potencial comprador, que assim, ganha um bónus, que facilmente ultrapassa 5000 euros, pela subida do custo dos impostos, caso ganhasse apenas a matrícula agora. Compra novo, agora, mas ao preço do ano passado. Uma boa jogada financeira.
4- Outro detalhe: portanto, naquele dia de Dezembro, em que se cruzou o RR com o KG, a verdade é que o meu karmann é de facto meu, enquanto que quem ia no RR para as fotos era apenas um condutor de ocasião, num carro muito bom, mas emprestado...
5- Mas o Phantom não é um bom carro? É, claro que é. Mas eu não o trocava pelo meu KG. Para dar nas vistas, passear com estilo, não é preciso mais...
O RR traz despesas, o KG traz alegrias.
6- Há uma coisa mutio boa no Phantom: o motor é alemão... Fornecido pela BMW, traz assim a garantia de fiabilidade que o equipamento Lucas inglês nunca consegue ter.
O Rolls-Royce ficou bom, quando deixou de ser inglês.
E lembrem-se como a família Real inglesa ficou irritada, quando a Princesa Diana usou um BMW para carro do dia-a-dia, em vez de um carro inglês. Isso foi muito falado, na época.
Bem como o caso do Príncipe Carlos ir levar os filhos à escola no Aston Martin novo, e le e avariou repentinamente por falha eléctrica no centro de Londres, tiveram que passar para o Land-Rover da Segurança, e ficou um guarda-costas a guardar o carro até chegar a manutenção.
7- De facto, finge-se que o carro é inglês, apenas porque é montado lá. Como diz na revista: "Os sistemas, como motor, transmissão, suspensões, etc, chegam a Inglaterra já completos e prontos para serem aplicados à estrutura". Portanto, temos um bom carro alemão, com montagem inglesa...
(Mais detalhes, na revista quattroruote, nº8 de fevereiro. Nas bancas.)