Há essa possibilidade efectivamente. As nossas inscrições para os sócios acabam a 28 de Fevereiro.
Temos alguma malta dos Açores que também quer ir, bem como alguns clubes daí que manifestaram interesse. Confirmações da parte deles até agora, não há.
Logo, se não tivermos as tais 15 viaturas de cá, poderá haver a possibilidade de juntar malta do continente, inclusive da Garagem!
É de referir, que temos uma estimativa de custos (a suportar por cada um, claro está) de cerca de 3000€ (daí do continente), na qual está incluido as portagens, estadias, combustível e alimentação. A nossa estimativa para os madeirenses é ainda maior, pois temos as deslocações das pessoas e das viaturas...
Mas será uma grande aventura! Quero mostrar ao meu 1302 a sua MAMÂ ao fim destes aninhos todos
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século" ""Patina" my ass, that's rust!"
Olá Seven! Obrigado pelos contactos!
Tivemos a nossa reunião e infelizmente tivemos mais uma baixa... Um dos nossos terá de trabalhar MESMO no mês de Agosto...
Temos neste momento confirmados 5 viaturas...
Mas vamos aguardar que haja mais inscrições... nem que seja da vossa parte!
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século" ""Patina" my ass, that's rust!"
O CF esteve este fim de semana a chorar e a gritar comigo porque não quer ficar na garagem.
Acho que a avó do meus filhos esta a ficar sensibilizada para esta comemoração especial dos seus 50 anos.
Portanto há algumas hipoteses do CF ir com os meus pais a bordo.
Ficava muito contente que o carro volta-se a fabrica no ano do seu 50ª aniversário.
Mesmo que não seja eu a leva-lo.
Peço ao Hugo Boss e a todos que lhes encham a caixa de correio com mensagens encorajadoras.
Teriamos todo o gosto em que o casal Serpa fosse connosco!
Vamos esperar para a próxima reunião para dizer mais novidades...
Às tantas, ainda vais com os teus pais também, Ricardo! Na cadeirinha atrás!
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século" ""Patina" my ass, that's rust!"
As inscrições estão a ser prolongadas até ao final do mês para os nossos sócios.
Depois, até ao dia 15, é necessário efectivar a inscrição com 500€ no NIB do Clube. Do dia 1 de Abril (e isto não é nenhuma mentira) até o dia 15 estamos receptivos a inscrições extra-clube para preencher as restantes vagas até às 15 viaturas.
Mais novidades para breve!
Um abraço do meio do Atlântico
Hugo Pereira
"Tens o carro do ano?
Eu tenho o Carro do Século" ""Patina" my ass, that's rust!"
Era uma vez mais uma história. Mas por acasos da vida, não é apenas uma história, é um acaso da vida, um caso real do quotidiano.
Era uma vez um dia, estive a falar com uma senhora muito velhinha, muito velhinha. Na verdade, ainda não tem 40 anos, mas é como se fosse muito mais velha, pois já não se lembra do que é sonhar, rir, e alegrar-se com as coisas normais que as pessoas jovens se alegram.
Mede a alegria por cifrões, números e essas coisas a que chama valores seguros e correctos, ou concretos, que são aquelas coisas complicadas de que as pessoas sérias e adultas e aborrecidas acham que a vida é feita.
E eu, estava enganado, a julgar estar a conversar, mas estava apenas a falar sozinho com alguém que não tem ouvidos, pois já sabe tudo o que há para saber, e tudo o que vê são apenas espelhos, conseguindo ver nos outros apenas aquilo que também quer para si.
Distraído como estava, sem reparar no que dizia, disse alegre que tinha esperança que os pais do Ricardo Serpa fossem em Agosto no passeio à Alemanha, pois deve ser uma bela viagem e uma aventura inesquecível.
Ela acordou de repente, arregalou muito os olhos, e espantada do que ouvia:
- Irem à Alemanha? Em pleno Verão? Para quê?
- É uma viagem, um passeio... – tentei eu começar a explicar. Vi nela um ar de incredulidade, susto e preocupação. De imediato, com ar de censura e de reprovação:
- Mas o quê? Ir à Alemanha, mas de carro? E porquê?
Misteriosamente interrogava o porquê não ir de avião, pois é para isso que eles servem, para ir à Europa, e a qualquer outro sítio diferente das Pousadas de Portugal, ou ir ao Porto ou ao Algarve, pois aí é que se vai de carro, a alta velocidade pela autoestrada a pagar, com o ar condicionado no máximo, e a gastar gasóleo, pois é “mais económico e moderno”.
Ir à Europa sem ser de avião, só se for por alguma razão de doença estranha, recomendação médica, ou talvez medo dos aviões, das alturas...
- Não, - tentei eu explicar. – É um passeio a Wolfsburg organizado pelos Carochas da Madeira...
O que fui eu dizer!
Terror e pânico absoluto na cara da senhora, que abriu muito os olhos e exclamou:
- O quê?! Irem no carro velho?!... Ai não acredito nada disso. A D. Manuela meter-se dentro daquilo?! Mas para quê?! Não me parece nada...
Transtornado fiquei eu.
Aquela frase deitou-me absolutamente abaixo. “Irem no carro velho...” Triste referência ao Oval “CF”, o Carro Formidável...
A conversa morreu de imediato, pois só aí percebi que não adianta conversar quando alguém não quer ouvir.
Nada adianta mostrar a quem fecha os olhos, não se pode ensinar a viver quem já morreu à muito tempo.
Quem julga os outros e mede o comportamento de todos em função das suas estreitas e codificadas perspectivas, não entende, não percebe e não vê, que o sentido do sonho ainda pode comandar a vida, aquela centelha que podemos chamar propriamente de Vida, e não apenas um vegetar de imitação aos outros.
O sentido do sonho, a alegria, o prazer, tudo o que pode resultar numa vida mais simples, mas mais reconfortante, porque assente nos valores seguros que um volkswagen clássico pode assumir, por contraponto e contraste no despesismo e fonte permanente de preocupações associadas ao elevado custo, de compra e uso de carros actuais, perversão do nosso bem estar no mundo moderno.
Não entendem, não percebem, não querem entender e não quer saber nem perceber. Embarcaram na dependência do marketing dos carros novos, do “novo é que é bom, o velho é mau porque não é novo”, e o “novo é sempre melhor”, e os outros é que têm sempre razão, os tais outros que estão em todo o lado, que são normais, que são modernos, que são a maioria.
Raios partam esses todos, essa maioria triste e frustada, pois se o que vejo é que todos continuam a ansiar trocar de carro, sempre insatisfeitos, sempre entalados de contas e dívidas de prestações para carros que não conseguem comprar com o dinheiro que ganham, essa maioria insatisfeita e ansiosa, porque ambiciosos e vaidosos.
Com essa gente das latas modernas, de matrícula do mês actual, não há diálogo possível. Encaixados na lógica de mercado, com a lição toda estudada dos anúncios e revistas de publicidade automóvel, defendem as suas teorias HDI, TDI, GPS e ABS, sabem tudo e não percebem nada.
Morreu ali a conversa, pois um a falar com o coração e a outra pessoa surda às convicções e vendida às complicações, não gera diálogo.
E desisti, com o meu espirito jovem, acompanhado pelo sonho de uma viagem feliz no Verão à Casa Mãe na Alemanha, deixando a outra senhora muito velhinha, muito velhinha, mas nem sequer 40 anos de juízo tem, a olhar para dentro de si, encontrando um vazio para ser preenchido pelos últimos anúncios de “novidades”, e a contar tostões para depois poder gastar milhões.
Solto e feliz me fui embora, sonhando o som dos carochas em viagem, enquanto surdos e tristes ficam os consumidores de carros caros, tristes e inúteis.
Eu não oiço a publicidade, oiço o coração, e esse fala-me contente, pois é o melhor amigo que podemos ter para uma vida feliz
Volkswagen clássico hoje, amanhã e sempre, para uma vida mais completa, recheada de emoções, e por isso feliz.